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Como as marcas estão respondendo ao COVID-19?

Como as marcas estão respondendo ao COVID-19?

O impacto global do COVID-19 está estampando os noticiários nas últimas semanas. Com as atuais recomendações das instituições de saúde, como o distanciamento social, era de se esperar grandes consequências em todos os setores da economia.

Já vimos grandes eventos sendo cancelados ou reagendados em diferentes segmentos, como o Expo West, SXSW, APAS e, inclusive, eventos esportivos como as próprias Olimpíadas, que estava prevista para acontecer em Tóquio ainda esse ano.

Além disso, estamos vendo muitos serviços obrigados a fechar suas portas como academias, shoppings, casas noturnas; e outros, tendo que ser alterados, como os restaurantes, obrigados a se adaptar e funcionar apenas
no sistema de delivery.

Nesse cenário diferentes marcas trabalharam, através de ajustes em sua logomarca, a importância do isolamento. Vimos McDonalds separar seus arcos, Mercado Livre soltar as mãos e a Coca Cola distanciar as suas letras, tentando conscientizar seus consumidores a importância de seguir as recomendações dos órgãos especializados em saúde. Campanhas da CVC e da Chevrolet pediram para que as pessoas permaneçam em casa, mesmo sendo empresas cujos produtos dependem da saída às ruas.

Além de campanhas de conscientização, as empresas também promoveram ações pela segurança das pessoas, como distribuição de álcool gel feita por companhias como a Natura e pela Ambev, que utilizará o álcool da sua produção de cerveja não alcoólica, para manufaturar e distribuir o item. Inclusive, a marca de luxo Louis Vuitton começou a produzir álcool gel após 72 horas do pedido do governo francês, que necessitava de um auxílio das indústrias para obter mais suprimentos médicos.

Outras empresas se engajaram na doação de itens, como fez a Unilever dona de marcas como Dove, Rexona, Lux e Omo; que disponibilizou cerca de um milhão de reais em produtos, o que equivale a cerca de aproximadamente 625 mil artigos de higiene e limpeza.

Assim como as marcas, era de se esperar que o consumidor também se pronunciasse nesse momento. Segundo pesquisa da Kantar, 77% deles estão muito preocupados com o vírus, e já podemos ver que o seu comportamento está mudando, 74% alegou que só está saindo de casa para tarefas como ir ao banco e supermercado. Já uma pesquisa realizada pela MindMiners mostrou que 30% das pessoas alterou o seu consumo de produtos de higiene e 1 a cada 10, o consumo de comidas e bebidas, com um aumento de compra de itens como alimentos não perecíveis e bebidas não alcoólicas e uma grande diminuição na compra de bebidas e comidas importadas. Segundo a New Trade, os setores de vestuário e material de construção serão um dos mais impactados pelo Coronavírus.

Mais do que nunca, ações conjuntas podem significar uma melhora nos serviços e uma tentativa dos pequenos para se salvar no meio desse turbilhão. Como o caso do Uber Eats, que está ofertando frete grátis para quem comprar de restaurantes locais. Outro grande destaque que pode ser observado nesse período, é o crescimento e disponibilização de mais serviços digitais e virtuais. Empresas realizando campanhas no digital, para
impactar seus clientes e disponibilizando entrega em casa. E atendimento virtual, mantendo a segurança
de seus colaboradores e clientes.

Com a ausência de um prognóstico definitivo e numa atualidade cheia de incertezas, a cada dia vemos as indústrias e serviços se re-inventando para conseguir disponibilizar seus produtos a uma população que
deverá permanecer reclusa no futuro próximo, mas garantindo um comportamento saudável e responsável
de seu consumidor frente a essa pandemia e crise.

 

Coronavírus

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