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Empresas apostam em mini mercados para edifícios residenciais

Empresas apostam em mini mercados para edifícios residenciais

 

Entre as últimas inovações do setor de alimentos, supermercados e empresas alimentícias criaram estratégias para abranger todo o público, incluindo aqueles que iniciaram  seus pedidos pelo Whatsapp ou Delivery, deixando de realizar suas compras em locais físicos e evitando assim, possíveis aglomerações.

Com essa perspectiva, surgiram pequenas lojas e geladeiras dentro de condomínios. Entre elas, um projeto piloto da rede de supermercados Hirota, inaugura duas lojas em áreas comuns de dois condomínios residenciais em São Paulo, com estratégia 100% automatizada. 

O projeto denominado ‘’Hirota Express em Casa’’,  funcionará dentro de um contêiner adaptado, com duas opções de tamanho, 15 e 30 metros quadrados, área refrigerada e vitrine, que contará com 500 itens, entre alimentos, bebidas, artigos de higiene e limpeza, frutas, verdura, legumes e itens refrigerados, como carnes e pratos prontos. 

Para compra sem contato físico, o cliente cadastrará a biometria ou QR Code por meio de um aplicativo, que serão as chaves para abrir a porta da loja. Após abertura, escolhe os produtos, paga no cartão e passa pelo ‘’self check-out’’. Além disso, a reposição e limpeza da loja será realizada duas vezes por semana, por meio do deslocamento de um funcionário até o condomínio residencial. 

Seguindo a mesma estratégia,  moradores de alguns condomínios, também de São Paulo, já podem adquirir os itens das prateleiras e geladeiras da Boali e da Nutricar. Sem nenhum contato físico, apenas com câmeras de monitoramento para eventuais problemas, os consumidores fazem a gestão da compra com a perspectiva ‘’escolhe e paga pelos produtos’’. 

De acordo com o sócio diretor da companhia Nutricar, Bernardo Fernandes, os novos mini mercados presentes em dez condomínios é um ótimo início ‘’Esperávamos que os moradores fossem comprar, em média, cinco produtos no minimercado, mas, para nossa surpresa, é algo entre 12 e 15 itens. Temos uma equipe de inteligência de mercado que verifica os produtos que mais se adequam às necessidades dos consumidores de cada região. Assim, se nos escritórios oferecíamos wraps e sanduíches, nos condomínios, colocamos nas prateleiras de macarrão, vinho, cerveja até papel higiênico”.

Já a rede Boali, a princípio terá em quatro condomínios os primeiros minimercados. Além disso, a expectativa da companhia é crescer em lojas físicas também, encerrando 2020 com 40 unidades físicas em operação, com a inauguração de seis unidades em Belo Horizonte, quatro em Limeira, Campinas, Guarulhos e Londrina.  “Esse modelo cumpre o nosso propósito de universalizar a alimentação saudável e transformar hábitos”, explica Rodrigo Barros, CEO da Boali. 

“A pandemia criou uma jornada de consumo diferente: ao invés de as pessoas irem à loja, a loja vai até elas.” Isso funcionou inicialmente com a aceleração do e-commerce e da venda por meio de aplicativos de entrega. Agora a loja dentro de condomínios faz todo sentido, argumenta. “Aquela jornada do consumidor saindo de casa, pegando elevador e ônibus, virou a vilã da contaminação no momento.”, diz Eduardo Terra, presidente do Sociedade Brasileira de Varejo.
 

Fonte: Exame; Estadão.

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