[ editar artigo]

Ingredientes funcionais x Aprovação da Anvisa

Ingredientes funcionais x Aprovação da Anvisa

Devido à preocupação constante das pessoas com a alimentação saudável, os alimentos funcionais já são uma realidade estabelecida dentro do setor, e não apenas uma nova tendência. 

Ingredientes com alegações de propriedades funcionais, são alimentos que, além de suas funções básicas como nutrir e fornecer energia por meio de macro e micronutrientes, tem em sí propriedades relativas ao papel metabólico ou fisiológico, dentro de uma substância que tenha crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano. E existe uma classificação oficial para estes novos ingredientes funcionais por parte da ANVISA 

Para que um alimento possa ser caracterizado como funcional, esta alegação precisa ser comprovada, previamente. As empresas interessadas em cadastrar determinado alimento, devem protocolar um dossiê técnico-científico, contendo as informações previstas na Resolução n. 18, de 1999, que estabelece as diretrizes básicas para análise e comprovação de propriedades funcionais e/ou de saúde alegadas nos rótulos alimentares.

Novos ingredientes com propriedades nutritivas estão sendo testados e aparecendo no mercado, com o objetivo principal de proporcionar benefícios para a saúde. A Forward Fooding, uma rede global de empresários de alimentos, desenvolveram um relatório, mostrando que esse mercado de alimentos funcionais devem acelerar muito em breve, Em destaque, estão sendo observados alguns ingredientes que chegarão ao  MASS MARKETING , entre eles destacamos 3: 

1 - Kombucha: 

A crescente busca por um estilo de vida mais saudável, tem levado as pessoas a procurarem cada vez mais produtos com propriedades funcionais, entre eles, os especialistas preveem o crescimento do mercado de Kombucha até 2023. Este produto é denominado como uma bebida gaseificada milenar chinesa, não-pasteurizada, obtida através da respiração aeróbica e fermentação anaeróbico, com a fermentação de folhas de chá e do cultivo de um Scoby (cultura viva, de aspecto gelatinoso composta por bactérias e leveduras).

Em 2019, foi publicado a Instrução Normativa 41 em conformidade com a Anvisa, que determina os padrões de qualidade e identidade da Kombucha. A norma cita que o produto pode ser misturado e comercializado com suco de fruta, mel, especiarias, aromas naturais e aditivos, porém, nenhuma alegação funcional ou de saúde está permitida para a rotulagem ou publicidade do produto. A Anvisa destaca também, que se houverem provas de sua funcionalidade no organismo ou benefícios a saúde por alguma empresa, a mesma deve apresentar essas

2 - CDB: 

Em constante dilema, o extrato de Canabidiol (CDB), um ativo originado da planta Cannabis sativa, mais conhecida como Maconha, está novamente atraindo atenção desde que a Agência de Normas Alimentares (FSA) do Reino Unido, confirmou que o ingrediente é classificado como um novo alimento, porém ainda requer autorização para a pré-comercialização, essa cedida pela  Agência Europeia de Normas Alimentares (EFSA), através de um dossiê científico completo que demonstre a segurança do produto. 

Já no Brasil, os produtos derivados de Cannabis já vinham sendo estudados pela ANVISA desde 2015, para fins medicinais. Porém, não havia sido regulamentada ainda.

Com a chegada da pandemia do Covid-19, entrou em vigor no dia 10 de março a Resolução 327, publicada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 09 de dezembro de 2019, que dispõe sobre os regulamentos referentes à fabricação, importação, comercialização, prescrição, dispensação, monitoramento e fiscalização de produtos de Cannabis, entretanto, ainda exclusivamente usada para fins medicinais. 

3- Algas: 

As algas são uma fonte de variados compostos biologicamente ativos, que podem ser aliadas no desenvolvimento de alimentos funcionais, o que conduziu ao recente aumento do interesse comercial das algas e seu destaque no mercado alimentício.

A Anvisa destaca em seu guia de nº23/2019, que quando o produto contiver ingredientes de animais, plantas, algas, bactérias, fungos ou outros microrganismos, sua descrição científica deve ser apresentada, informando claramente a espécie e, quando aplicável, a subespécie, variedade ou cepa, de acordo com sua classificação taxonômica e indicação da referência utilizada.

A pesquisa da Forward Fooding, também prevê um foco renovado ao paladar para atender às necessidades do consumidor, juntamente com o aumento do foco nos ingredientes funcionais e em seus inovadores benefícios à saúde. Entre as novas tendências, há uma proliferação contínua de ‘’tecnologias de upcycling’’, que visam oferecer alternativas aos ingredientes indesejados na atualidade, tornando-as por exemplo em uma sintetização de proteínas. 

Para saber mais, acompanhe as atualizações do setor de alimentos em nosso site.

Food Trends

Ler conteúdo completo
Indicados para você