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BRF assume o compromisso de zerar emissões líquidas de carbono até 2040

Desde quarta-feira (30), a BRF assume o compromisso de ser Net Zero nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2040, tanto em suas operações como em sua cadeia produtiva.

Ao assumir este compromisso, divulgado durante a segunda edição do ESG Fórum, promovido pela própria BRF, a companhia identifica um conjunto de iniciativas em quatro frentes prioritárias para a sua cadeia de valor, que incluem a compra sustentável de grãos, o fomento à agricultura de baixo carbono, o aumento do uso de energia renovável e o incremento da eficiência operacional. A JBS vai zerar o balanço de suas emissões de gases causadores do efeito estufa, ou seja, reduzir a intensidade de suas emissões diretas e indiretas e compensar toda a emissão residual.

Esse compromisso se estende aos escopos 1, 2 e 3 de suas emissões:

O “Escopo 1” é relativo às emissões de direta responsabilidade da JBS. As emissões de “Escopo 2” são as indiretas provenientes da geração de eletricidade para a Companhia. Já as de “Escopo 3” são as não pertencentes e não controladas pela organização: emissões indiretas provenientes da cadeia de valor dos nossos parceiros agrícolas e fornecedores, que vão desde a produção da matéria-prima ao descarte das embalagens dos produtos.

A JBS adotará diversas estratégias para tirar esse compromisso do papel, incluindo: 

– Redução das emissões em nossas operações: até 2030, a JBS reduzirá em pelo menos 30% suas emissões de escopos 1 e 2, em comparação com as do ano de 2019.Investimento de US$ 1 bilhão ao longo dos próximos 10 anos, incluindo fomento a projetos de terceiros com foco em nossas operações. Esses projetos serão avaliados por um comitê formado por executivos da JBS, acadêmicos e especialistas externos;

– Alcançar uma cadeia de fornecedores de gado – incluindo os fornecedores de nossos fornecedores – livre de desmatamento ilegal na Amazônia até 2025. E nos demais biomas brasileiros até 2030. A Companhia tem como meta, ainda, zerar o desmatamento em sua cadeia de fornecimento global até 2035;

– Promover a colaboração entre os diversos setores que compõem a nossa cadeia de valor e stakeholders;

– Uso de 100% de energia renovável nas unidades em todo o mundo: a JBS vai aderir ao RE 100, convertendo para 100% de eletricidade renovável toda a sua operação até 2040;

– Investimento de US$100 milhões até 2030 em Pesquisa e Desenvolvimento, para implementar soluções de mitigação das emissões, como melhoria nas práticas agrícolas regenerativas, intensificação de sequestro de carbono no solo e em tecnologias voltadas para as fazendas dos fornecedores;

– Atrelar a remuneração variável de altos executivos da JBS às metas de mudança climática. Estas metas foram traçadas tendo como referência as emissões de 2019 e 2020, respectivamente.

Com o avanço desta jornada, a BRF aderiu à Science Based Targets (SBTi) por meio da Carta de Ambição para 1,5° C. A SBTi é uma iniciativa global que oferece diretrizes para a construção de metas baseadas em ciência.

“O fórum foi importante não só pelo teor das discussões, mas também por representar mais um marco na nossa jornada de sustentabilidade. A mudança climática é um desafio global urgente e todos precisam fazer sua parte para reverter esse quadro. Com as novas metas, reforçamos o nosso comprometimento com a agenda ESG, mostrando que é possível seguir com a Visão 2030, estratégia de crescimento da companhia, e ao mesmo tempo, garantir que nossas ações sejam feitas de forma responsável, inovadora e que impactem positivamente o meio ambiente, a cadeia produtiva e as comunidades em que estamos inseridos”.

Lorival Luz, CEO global da BRF.

Além de planejarem fazer todo o processo de compra de grãos passar por novas diretrizes, visando uma cadeia livre de desmatamento, a BRF também investirá em fontes de energia renovável, como a eólica e a solar, para que mais de 50% da energia elétrica consumida pela operação seja proveniente de fontes limpas até 2030. Para implementar agricultura de baixo carbono nas cadeias de aves e suínos, a BRF dará escala à utilização de energia solar aos mais de 9,5 mil produtores integrados, bem como em incubatórios e granjas próprias. Outra tecnologia que também terá impacto nas granjas será utilização de biogás para geração de energia.

Nas operações industriais, onde ficam estabelecidas as atividades de manufatura, a empresa utilizará novas tecnologias para o tratamento eficaz de efluentes e resíduos, a fim de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Na área de logística, recentemente, a BRF anunciou a construção de um novo centro de distribuição (CD) no Espírito Santo, que ocupará uma área de 13 mil metros quadrados e será o mais sustentável de suas operações, contando com painéis solares com capacidade para gerar até 1,5 megawatts de energia.

Além da geração solar, a nova instalação terá reaproveitamento de água, inovações na geração de frio e veículos com zero emissão de gás carbônico. Esse conceito de CD sustentável vai nortear melhorias nas instalações atuais e será um modelo para a construção de novas estruturas, aliada ao fomento de eficiência logística em transportes e do uso de combustíveis alternativos. Inovação e sustentabilidade têm grande sinergia para encontrar novas soluções para grandes desafios.

“Nossas ambições refletem a responsabilidade em preservar o meio ambiente, ser ecoeficiente e inovar para obtermos soluções sustentáveis para desafios globais. Dentre as nossas principais iniciativas, podemos destacar a redução das emissões de gases de efeito estufa como um dos aspectos mais relevantes na agenda ESG da Companhia […] O compromisso em ser Net Zero até 2040 reforça nossa seriedade e engajamento de toda nossa cadeia produtiva para nos tornarmos referência dentro da agenda climática no Brasil e no mundo”.

Grazielle Parenti, vice-presidente global de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF.
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