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Grandes varejistas crescem mais que o dobro do comércio em geral

Grandes varejistas crescem mais que o dobro do comércio em geral

Com o efeito da pandemia, as diferenças entre grandes, médias e pequenas varejistas aumentaram, segundo dados sobre o avanço da concentração de comércio no país. 

No ranking anual do varejo brasileiro, divulgado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), mostra que no ano passado, as 202 maiores cadeias do setor cresceram 9,95%, atingindo R$ 560,1 bilhões. (os participantes do ranking são as 300 maiores redes, mas apenas 202 apresentaram números dos dois anos (2018 e 2019), portanto, são comparáveis). 

As dez maiores varejistas cresceram 12,71% em 2019, índice 2,5 vezes maior que o varejo como um todo. “Não é que somente as 200 maiores crescem mais que o setor. As maiores entre as maiores crescem ainda mais”, diz Eduardo Terra, presidente da SBVC.

Enquanto isso, as cinco líderes do setor somaram faturamento de R$ 205,415 bilhões, equivalente a 29% do faturamento das 300 empresas – aumento de quase um ponto percentual sobre o ano anterior.

Para 2020, antes da covid-19, havia uma expectativa de que novas quedas nos juros, busca de investidores por maior risco e uma onda de reformas levassem a taxas de expansão mais fortes. Mas a pandemia afetou duramente as vendas e deve acelerar mudanças no contexto físico e no digital.

O varejo brasileiro ainda é mais pulverizado que em outros países”, diz o fundador da Varese Retail, Alberto Serrentino. A consultoria, a BTR – Educação e Consultoria e o Centro de Estudos e Pesquisas do Varejo (CEPEV-USP) deram apoio técnico ao estudo.

Ainda assim, dados da CNC, confederação de comércio e serviços, mostra que o varejo já vem encolhendo, com fechamento de lojas desde março. No segundo trimestre, 135 mil lojas foram fechadas no país.

 

Fonte: New Trade

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