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O Impacto da Pandemia Covid-19 nos hábitos de consumo da população brasileira

O Impacto da Pandemia Covid-19 nos hábitos de consumo da população brasileira

Após ser anunciada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a pandemia causada pelo COVID-19 ou novo coronavírus chegou de surpresa, causando uma reviravolta na vida de todos ao redor mundo nas últimas semanas.           

Tal fato, obviamente, trouxe consigo mudanças no comportamento dos consumidores, afetando o mercado de produtos de bens de consumo que, segundo especialistas, tende ainda a sofrer variações, conforme cada etapa do processo da epidemia.

Panorama de consumo no mundo

Na China, onde a COVID-19 teve início, segundo pesquisa realizada pela Kantar em mil residências, 55% dos consumidores estão abastecendo seus lares por meio de compras online. Além disso, um fato curioso é que os chineses estão se juntando com vizinhos, amigos e/ou familiares para fazerem trocas ou compras coletivas de produtos, usando a plataforma de mensagem instantânea WeChat (para 35% da população, essa é uma nova forma de fazer suas compras). Dentre os produtos de consumo, os que tiveram maior acréscimo nas despesas foram os dos setores de alimentos e bebidas (40%).  

Nos EUA, segundo relatório da Nielsen², já se registrou crescimento nas vendas de produtos alimentícios não perecíveis, com destaque para o leite em pó, com alta de 84%. Atingiram índices expressivos também os grãos (37%); a carne enlatada (31%) e  o arroz (25%), além dos produtos de higiene e limpeza, com destaque para o álcool gel e desinfetantes.

Na Itália, país que nas últimas semanas está vivendo o efeito devastador da pandemia da COVID-19, a rotina e o comportamento de compra das pessoas mudaram completamente, acarretando um aumento nas vendas de 33% de arroz e 25% de macarrão por exemplo

E no Brasil, como os consumidores estão agindo?

Os brasileiros, que foram obrigados a permanecer reclusos em casa em decorrência da quarentena, tiveram de se adaptar e mudar os seus hábitos: 78% das pessoas só estão saindo de casa para o necessário. Tal medida foi adotada para a contenção da pandemia e é considerada necessária por 84% da população, segundo estudo Monitoramento COVID-19 da Minde Miners.            

Um dado apresentado pela Kantar, mostra que os consumidores ainda dão preferência para locais próximos de sua residência.               

54% reconhecem que a compra online é a melhor opção;

93% estão cozinhando em casa;

44% aumentaram a frequência de cozinhar,  segundo dados da pesquisa realizada pela Qualibest em parceria com a Galunium;      

76% dos entrevistados optam por comprar os ingredientes em supermercados;

32%preferem comprar via delivery;

17% dos respondentes disseram que não utilizavam o serviço de delivery, mas passaram a adotá-lo, de acordo com a Mind Miners. 

Quando questionados a respeito de qual tipo de comida preferem nesse período, o que os consumidores mais citam são comidas familiares e acessíveis, com destaque para pizza, hambúrguer e comidas típicas brasileiras.

Entre os principais tipos de alimentos cujo consumo está sendo impulsionado pela pandemia do coronavírus, destacam-se os de despensa. A compra de alimentos não perecíveis sofreu um aumento de 51%,  de  enlatados  subiu 30%, já os alimentos pré-prontos e congelados venderam 31% a mais e as bebidas não alcoólicas 43%.

A crise econômica  fez com que  todos ficassem mais atentos aos preços dos alimentos nas prateleiras e, para muitos, eles estão cada vez mais altos, com destaque para os dos alimentos perecíveis.

Tela de celular com publicação numa rede social

Descrição gerada automaticamente

O comportamento das marcas também tem influenciado os consumidores.

Em meio a todas essas mudanças de hábitos, os consumidores passaram a ter um olhar diferente para as marcas que estão agindo para ajudar a população no transcorrer da pandemia. Isso torna o posicionamento algo de suma importância para as marcas e empresas, porém elas devem manter a cautela para não se comprometerem e, posteriormente, serem taxadas como oportunistas durante um momento em que todos estão fragilizados. Leia mais sobre o que as marcas estão fazendo durante a pandemia.  

Acompanhe aqui os próximos movimentos das autoridades e o impacto no consumo durante a epidemia da COVID-19.

 

 



 

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