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Indústria de alimentos cresce 0,8% no 1º semestre, segundo ABIA

Indústria de alimentos cresce 0,8% no 1º semestre, segundo ABIA

Mesmo em um momento de crise devido a pandemia, a indústria brasileira de alimentos e bebidas teve um crescimento de 0,8% no faturamento e de 2,7% na produção física no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período no ano passado.

 

De acordo com pesquisa da ABIA (Associação Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), a expansão das exportações e o desempenho do varejo alimentar no mercado interno foram os principais fatores contribuintes para o aumento do crescimento. Importante salientar que os resultados também estão ligados ao aumento do consumo das família dentro dos domicílio, por conta do isolamento social. Em contrapartida, o canal Food Service registrou uma baixa de 29,5% nas vendas, pelas mesmas razões de restrição e isolamento.

 

O estudo conseguiu avaliar que os setores que mais se destacaram no período, levando em consideração o mercado interno, as exportações e o volume de produção foram: o açúcar (+22,6%), os óleos vegetais (+3,9%) e as carnes (+1,9%).

 

O aumento da demanda no setor também gerou 10,3 mil vagas no período, por conta da necessidade de compensar o afastamento temporário dos colaboradores pertencentes aos grupos de risco para a Covid-19.

 

Desafios

 

Como em quase todos os setores, o custo para a produção industrial sofreu um incremento de 4,8%, representando um impacto no custo total da indústria de alimentos entre 2% e 2,5%.

 

“Nosso foco agora é manter o ritmo e trabalhar para colaborar ainda mais com a retomada econômica do País, gerar mais empregos e continuar levando alimento para a mesa dos brasileiros, além de manter nossa posição de um dos maiores produtores de alimentos do planeta, contribuindo para a segurança alimentar em mais de 180 países”, explica João Dornellas, presidente da ABIA.

 

Futuro pós pandemia

 

Almeja-se em um cenário pós-pandemia que a indústria de alimentos possa expandir rapidamente seus volumes para abastecer os negócios que vão reabrir ou que já estão reabrindo. 

 

Nas exportações, a tendência é a manutenção das vendas no ritmo atual, e ter como principal parceiro comercial a China. Assim, a perspectiva para o fechamento de 2020 da indústria de alimentos e bebidas, considerando a projeção de retração do PIB entre -6% e -5% (relatório Focus-24/07), é de um crescimento de até 1% nas vendas reais e de até 11% nas exportações.

 

Fonte: Super Varejo

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