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Ministério da Agricultura solicita revisão do Guia Alimentar para a População Brasileira

Ministério da Agricultura solicita revisão do Guia Alimentar para a População Brasileira

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento encaminhou uma nota técnica ao Ministério da Saúde durante esta semana, criticando alguns tópicos e solicitando a revisão do Guia Alimentar para a População Brasileira lançado em 2014. Em nota, o pedido solicita que outros setores especializados na ciência dos alimentos, como por exemplo os engenheiros de alimentos, façam parte da revisão

O Guia Alimentar oferece informações e orientações sobre alimentação e saúde.  E cunhou uma nova classificação dos alimentos de acordo com o nível de processamento. O material também foi elogiado em 2016 pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e citado como um dos quatro guias mais completos do mundo, por considerar em seu conteúdo tanto aspectos de saúde como do meio ambiente.

É justamente a nova classificação de alimentos como in natura, processados e ultraprocessados, é  segundo a nota técnica do Mapa, "confusa, incoerente, que impede ampliar a autonomia das escolhas alimentares".

"A recomendação mais forte nesse momento é a imediata retirada das menções a classificação NOVA no atual guia alimentar e das menções equivocadas, preconceituosas e pseudocientíficas sobre os produtos de origem animal", diz trecho do documento da pasta.

O que é a classificação NOVA?

A classificação NOVA, foi criada pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP), que descreve os grupos de alimentos de acordo com os níveis de processamento, tratamento e número de ingredientes da formulação. Essa classificação foi adotada pelo Guia Alimentar para População Brasileira, ao invés de apenas segmentar os alimentos em termos de nutrientes.

O NUPENS em nota disse: "Tais críticas se resumem a afirmações não amparadas por qualquer evidência científica".

 

Com a divulgação da nota técnica, nutricionistas, ativistas e defensores do guia alimentar estão se movimentando fortemente nas redes sociais favoráveis ao material de 2014, e realizando abaixo assinados para que ele permaneça como está.

Por outro lado, alguns profissionais de saúde, ligados ou não a indústria enxergam com bons olhos a revisão, focando em melhorias contínuas.

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Fonte: G1; Folha de S.Paulo.

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