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RESUMO DIA 1 – 9ª edição do Evento Foodtech Movement

RESUMO DIA 1 – 9ª edição do Evento Foodtech Movement

O Foodtech Movement 2020 (FTM) em parceria com a empresa americana Voa Global, se posicionou no mercado frente ao desafio que o mundo enfrentará até 2050: alimentar quase 10 bilhões de pessoas com menos recursos naturais disponíveis, como água e terras agricultáveis e em meio às mudanças climáticas. Veja como esta perspectiva deu o tom do primeiro dia de programação da 9ª edição do FTM, com insights pautados no consumidor, na inovação e tecnologia e focados em toda a cadeia alimentar.

 

Confira abaixo um resumo do 1º dia do encontro:

 

  • Ana Carolina Brajunas, idealizadora do evento, mostrou os principais drives do consumidor, levando-se em conta a pandemia do novo coronavírus. Eles se dividem em: identificação com as marcas e produtos; tecnologia e agilidade, tendo a transparência como fator determinante; nichos e customização, com a personalização de grupos alimentares, como o veganismo, o da redução de açúcares e o das alergias alimentares. Por fim, trouxe dados de uma pesquisa feita pela Builders que mostra parte da população brasileira propensa a reduzir (mas não parar totalmente) o consumo de carne.

 

  • Tom Rees, Euromonitor International, mostrou inúmeros dados e gráficos sobre o crescimento do mercado de carnes análogas ou vegetais. Ele falou sobre o preço por kilo desses produtos, e como democratização a sua democratização, desse preço, que vem acontecendo ainda que lentamente por ora ainda lenta, irá impactar positivamente o consumo. Apresentou dados globais, apontando que a preocupação com a mudança climática do planeta é o maior motivador da população por maior como consumo de vegetais. E também destacou que os millennials são, sem sobra de dúvida, a geração mais engajada no tema. Revelou ainda quais as perguntas que precisamos responder nesse mercado:

    1) Sobre seu nome: Seria mesmo carne?
    2) Sobre a saúde humana, sem considerar os impactos no planeta, a “carne vegetal” seria mesmo mais saudável que a carne animal?
    3) Sobre carnes em laboratório: os processos são 100% éticos?
    4) Sobre regulamentação, como vamos evoluir? 

 

  • Winnie Leung, da BitsXBittes, uma foodtech Chinesa, que como slogan diz estar moldando o futuro da boa comida, apresentou dados de uma pesquisa com consumidores na China e falou sobre os desafios que a Covid-19 trouxe para o país, tais como o fechamento do comercio exterior, a maior preocupação com a segurança alimentar, além de ressaltar que a saúde e a nutrição se tornaram prioridade para a população.

 

  • Cristiane Lourenço, da Bayer , destacou o relançamento da visão “Saúde para todos, fome para ninguém’’ e o futuro da produtividade agrícola com a tecnologia no campo, ao questionar que: “em 1940 eram necessários 1.347 m² para produção de 250kg de milho. Em 2019 foram necessários 167m² para produzir a mesma quantidade. Como foi possível?”. Confira a seguir:
     
    • A otimização dos recursos naturais ocorreu por meio do melhoramento genético alimentar com o uso da tecnologia: nos anos 2000 com a biotecnologia, e em 2010 com a chegada da agricultura digital. Entretanto, segundo a ONU, teremos um incremento de 2,2 bilhões de pessoas no planeta durante os próximos 30 anos. Junto à esse crescimento, surge o desafio de aumentar em 50% a produção de alimentos. Tudo isso considerando a redução dos recursos naturais e a perda de 17% da produtividade devido às mudanças climáticas. Neste cenário, a edição genética e agricultura digital são a aposta para o futuro. Segundo a consultoria McKinsey, temos uma vantagem. O agricultor brasileiro é mais digitalizado do que o norte-americano.

  • Ricardo Wang, da General Mills  mostrou os desafios da cadeia de suprimentos em alimentos, com os novos hábitos criados pelos consumidores, que dedicam, agora, 100% do seu tempo à conexão digital, às compras online e ao delivery. Ele destaca para, o futuro, a importância do consumidor, do gerenciamento de risco e dos cuidados com os colaboradores, somados ao contato com parcerias para o suprimento e à visão de antecipação e eficiência do mercado.

 

  • Nadav Berger, da Peak Bridge, uma Venture Capital focada em Foodtechs, apresentou, os motivos pelos quais é um bom negócio investir nesse setor. Segundo ele, estamos vivendo uma tempestade perfeita, formada por consumidores mudando seus hábitos e pela cadeia de supply chain quebrando. Alguns dos motivos dessa tormenta são os impactos sanitário e econômico da pandemia, a necessidade por nutrição e imunidade latente e o crescimento do Valuation dessas empresas. Mas além do retorno financeiro, o propósito que esse trabalho traz e a importância de seu legado são claramente percebidos na paixão de Nadav pelo tema.

  •  O evento terminou com a palestra do Otávio Tomé, Head de inovação do GPA. Ele apresentou as iniciativas do GPA Labs, promovidas pela área de Inovação da companhia, detalhando como funcionam seus principais pilares, que partem do planejamento estratégico de transformação digital, mapeiam tendências, analisam dados dos consumidores, entendem a infraestrutura e estabelecem parcerias com foodtechs. Certamente, um case que vale a pena ser estudado! Trata-se de inovação em todos os níveis da empresa, envolvendo desde a alta direção até os operadores de loja. Otávio ainda mostrou o depoimento de Rodrigo Studart, CEO da Lowko, uma foodtech de sorvetes com claim de naturais e sem açúcares, para a qual o GPA fornece dados de consumidores e auxiliam em seu desenvolvimento.

 

Confira o resumo do 2º dia do evento FTM2020 aqui.

 

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