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USDA Expande diretrizes de “produtos saudáveis”

USDA Expande diretrizes de “produtos saudáveis”

Na era da revolução da comida, na qual as pessoas passam a adotar uma relação muito mais holística com a saúde e o meio ambiente, a saudabilidade vem se tornando um conceito muito decisivo na hora da compra. No entanto, esse conceito é volátil e vem se transformando com o tempo, ganhando novas definições sobre o que pode ser considerado saudável ou não.

Com um consumidor cada vez mais exigente e consciente de suas escolhas, atender às suas expectativas é uma tarefa que está se tornando muito difícil. Uma pesquisa da Nielsen chamada “Estilo de Vidas 2019” revelou que 74,3% dos entrevistados colocam “saúde” como um de seus objetivos de vida.

Por conta disso, sabemos que o mercado de alimentos saudáveis cresce no Brasil e no mundo. A previsão é que ele evolua ainda mais nos próximos anos, com um aumento de 4,4% por ano até 2021.

A nova definição

Mas quais produtos podem ser classificado como saudáveis? No dia 19 de março, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) expandiu suas diretrizes para essa definição. Agora, produtos de carne e aves, mesmo não tendo baixo teor de gordura total, podem usar o claim "saudável" se tiverem uma composição de perfil lipídico com gorduras predominantemente mono e poliinsaturadas. Além disso, se possuírem pelo menos 10% do valor diário (DV) de potássio ou vitamina D por porção, também podem usar a alegação de 'alimentos saudáveis' na embalagem.

Essa nova definição vai ao encontro da que já é estabelecida pelo FDA (Food and Drug Administration), que já havia atualizado, em 2016, sua diretriz para as categorias sobre as quais legisla. A ideia da atualização é manter uma coerência na classificação do produto, independentemente de qual agência o regule.

Claro que a definição gera polêmicas. Quando questionado se colocaria no rótulo a palavra “saudável” para um produto com bacon, Rick Koston, sócio-gerente da Pork King Good, disse: Não, mas eu colocaria com certeza “provavelmente uma opção mais saudável do que comer um pacote cheio de bolachas”. 

De acordo com o Qtrends, 59% dos consumidores americanos buscam alternativas que contenham mais Vitamina D. Somado a isso, aproximadamente 75% dos consumidores afirmam que leem o rótulo para conferir as informações nutricionais e 68% também estão dispostos a pagar mais por alimentos que não contenham ingredientes “indesejáveis”.

Como as empresas se beneficiam

O novo conceito pode impulsionar diversos setores, entre eles cadeias de lanche à base de carnes. Com a crescente onda do “flexitarianismo” e da tendência plant-based, esse chamado no rótulo pode trazer mais consumidores de volta à carne. 

Pensando nisso e antes mesmo da nova diretriz, a empresa americana de lanches de carne Country Archer Jerky já estava investindo em saudabilidade. Ela está lançando três novos sabores de um snack sem açúcar, apelando às dietas low carb. Afinal, o açúcar ainda é considerado, de certa forma, um vilão e apostar em um produto sem esse ingrediente é uma saída promissora. Os números da New Nutrition Business mostram que 80% dos consumidores dos Estados Unidos relataram estar diminuindo ou evitando o consumo de açúcar. Esses números ainda se repetem em porcentagens similares na Europa e na América do Sul, tornando o conceito de saudabilidade muito maior do que o rótulo!

Claro, essas regras não são aplicadas a produtos brasileiros, mas nós ficamos sempre de olho no que rola no cenário internacional, especialmente nos EUA e Europa, pois sabemos que muitos movimentos de lá chegam aqui. E você, acredita que existe espaço para isso no cenário regulatório do nosso país?

 

 

 

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