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Ingredientes da longevidade em produtos alimentícios

Ingredientes da longevidade em produtos alimentícios

O mercado de alimentos, bebidas e suplementos voltado para a longevidade ainda é pouco explorado no Brasil. Suplementos nutricionais, categoria em expansão, quando posicionados como SÊNIOR nem sempre caem no “gosto” dos 50+.

Por que isso acontece? E como podemos explorar os ingredientes da longevidadena dieta e na suplementação de consumidores ávidos por saúde??

A princípio, se tem uma obsessão tão antiga quanto a humanidade, com certeza é o desejo da imortalidade. Este fascínio nos levou à busca por elixir e fórmulas mágicas ao longo dos anos,  e encontra consolo hoje nos produtos, aparelhos e tratamentos que prometem uma vida mais longa, com qualidade, saúde, e preservação da juventude. 

Quais seriam então, no setor de alimentos e suplementos, os ingredientes que os  cientistas nos propõe  para entregar o benefício da longevidade?

Nesse sentido, é o que vamos abordar aqui, mas vamos checar antes os números para justificar o porquê precisamos investir neste público e neste benefício. 

Os números da longevidade no Brasil: 

Contudo, quais seriam então, no setor de alimentos e suplementos, os ingredientes que os  cientistas nos propõe da para entregar o benefício da longevidade em produtos alimentícios?

É o que vamos abordar aqui, mas vamos checar antes os números para justificar o porquê precisamos investir neste público e neste benefício

Somado a isso,  a expectativa de vida aumenta a cada ano. Um dado histórico:  em 80 anos (1940 a 2018), o aumento foi de 30,8 anos, passando de 45,5 anos para 76,3 anos, segundo a Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil, 2018.

Segundo o IBGE, em 2043, um quarto da população deverá ter mais de 60 anos, enquanto apenas 16,3% será de jovens de  até 14 anos. 

Oportunidade para o mercado de alimentos, bebidas e suplementos

Em outras palavras, está lançada a oportunidade para  inovar em produtos com ingredientes que atendam às  as necessidades biológicas de cada fase da vida.

Assim como, a comunicação com este público, entendendo dores e desejos, que provavelmente não são enquadrados em 50+. Mas sim a promessa de um benefício desejado: imunidade, proteção, jovialidade, energia, beleza, cognição, massa muscular, gerenciamento do peso, libido, redução do risco para doenças cardiovasculares, etc.

O mesmo oxigênio que nos dá vida, oxida nossas células desde que somos bebês. E a dieta e os hábitos alimentares ao longo da vida podem contribuir para um processo oxidativo maior ou menor. Portanto, cigarro, excesso de álcool, poucas horas de sono, excesso de açúcar, baixo consumo de vitaminas e minerais podem aumentar a oxidação e gerar processos inflamatórios .

A teoria do estresse oxidativo proposta por Harman desde 1954, comprova que o envelhecimento ocorre devido a ações que vão deletando células e tecidos até atingir o funcionamento do sistema que não resiste e morre. 

Em síntese, para uma vida mais longa, faz-se necessário hábitos de vida e uma alimentação que contribuem para desacelerar este processo, criando um mecanismo antioxidativo.Juntamente com os benefícios listados acima, como energia, cognição etc. 

Do mesmo modo, a idade e o acúmulo de poucos cuidados com a saúde pode tornar o corpo mais vulnerável à doenças. É por isso que além dos antioxidantes, os cientistas estão de olho no potencial dos PROBIÓTICOS para o organismo. Desde sua ação na barreira intestinal, como as novas descobertas do eixo intestino-cérebro de forma promissora. Cepas já estão sendo estudadas com este propósito. 

Perda de massa muscular após os 50 anos

E se há algo certo com o passar dos anos é a perda de massa muscular, com redução  assustadora de  5 % ou mais a cada década, sendo acentuada após os 50 anos. Para o experts o agravamento desta situação tem nome: é a sarcopenia. Logo, programas de exercício, modulação hormonal e suplementos tem sido estudados. 

Para o controle da sarcopenia com a parte nutricional, a oferta de proteínas de alta digestibilidade ganham papel interessante como suplemento, uma vez que a dieta proteica à base de carnes vai tendo menor aceitação ao longo dos anos.

Assim como, suplementos com whey protein, colágeno, peptídeos de alta digestibilidade migram das prateleiras de "body builders" para farmácias e supermercados. Veja em cases. 

Confira os ingredientes mais clássicos e difundidos cientificamente e o porquê contribuem para a longevidade :

  • Probióticos: em sachês ou já adicionados a multivitamínicos fortalece a barreira intestinal. E novos estudos já associam com a cognição. 

  • Proteínas: devido à perda de massa muscular mais expressiva após os 50 anos, e o risco da sarcopenia com o avançar da idade, proteínas ganham papel interessante como suplemento, uma vez que a dieta proteica à base de carnes reduzem a disponibilidade de pró-oxidantes como o ferro.

Vitaminas que contribuem para a longevidade:

  • A vitamina C e Vitamina E , clássicos antioxidantes, reduzem os danos oxidativos causados pelos radicais livres que levam à disfunção celular e ao  aparecimento de doenças cardíacas e diabetes, por exemplo. Em segundo lugar, a vitamina C também contribui para produção de colágeno na pele. 
  • Vitamina A: sua propriedades protetoras, antioxidantes e antinflamatórias, aumentam a imunidade,  benefício em alta neste período pandêmico.
  • Selênio: o famoso nutriente que tornou a castanha do pará famosa, é imprescindível nesta luta contra os radicais livres. 
  • Zinco: não pode faltar quando o beneficio é imunidade. 
  • Vitamina D : Auxilia na absorção de cálcio no corpo, na manutenção da densidade óssea; e pode prevenir a osteoporose

  • O próprio Cálcio em si que ajuda a manter os ossos fortes e saudáveis

  • Magnésio: além de ajudar o coração a se manter saudável, fortalece o sistema imunológico e os ossos, e também entra no ciclo de produção dos neurotransmissores do bem estar. 

  • As fibras:  melhoram a digestão e reduzem o risco de doenças cardíacas. 

  • Ferro:  que apesar de em excesso ser oxidativo, em algumas situações críticas é  necessário suplementar. Ele produz hemoglobina, que transporta oxigênio no sangue dos pulmões para o resto do corpo e sua ausência pode levar à um sintoma de cansaço. 

  • Potássio: esse mineral contribui para a regulação da pressão arterial e alguns associam sua atuação na redução de chances de ter pedras nos rins. 

Se estes acima são os clássicos e mais difundidos na ciência, quais seriam os benefícios e respectivos os ingredientes de vanguarda? 

  • Se o corpo tem melhor densidade muscular, mais saúde e qualidade de movimentos com a prática de exercícios é esperado que este público também clamo por uma vida sexual mais ativa.

Contudo, não é à toa que o aumento da LIBIDO tem sido um atributo difundido pelos especialistas e na comunicação com experts, uma vez que o claim não se faz possível. Nesse sentido, o  Tribulus terrestres e a Maca peruana tem sido aplicado em novos lançamentos.

  • Colágeno: além da função explorada pela pele junto com a vitamina C, o colágeno tem sido aplicado pela sua ação direcionada à mobilidade. A marca Danone Nutricia tem explorado bastante esta aplicação como ingrediente. E a empresa SANOFI tem o suplementos MOBILITY com foco nas articulações.

  • Coenzima Q10: apesar de produzida em nosso organismo, pode ter a produção reduzida com a idade. Também chamada de ubiquinona tem função antioxidante na célula e no suporte energético, sua ausência pode ser um dos fatores do cansaço.

Os ingredientes não param por aí. Há muito a ser explorado. Sabemos que as restrições são enormes, apesar do marco regulatório de 2020 já dar indícios de abertura para o setor, com a nova regulamentação da ANVISA.

Cases de mercado direcionados a longevidade

Confira alguns cases em que o mercado já está explorando estes ingredientes com um foco mais direcionado ao benefício da anti-idade, do antioxidante, etc.  do que da idade do público em si: 

FORTFIT  -Suplemento em pó e agora bebida láctea - foco em sarcopenia. 

Fortifit PRO Cacau - 250ml

HUMALIN CASE - anti-idade

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MOBILITY - Suplementos de colágeno da Sanofi para articulações

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LAUTON - MACA PERUANA 

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As estratégias para trabalhar com longevidade no mercado de alimentos: 

Se Ray Kurzweil, diretor de Engenharia da Google e famoso por ter acertado 86% de suas previsões sobre o futuro, está certo sobre atingirmos a imortalidade ainda neste século, não sabemos. Mas a ciência tem evoluído neste sentido e  o mercado acompanhado com o lançamento de produtos com os ingredientes acima listados e além deles.  

1. Qual público quer longevidade?

São mais de 54 milhões de pessoas 50+, segundo IBGE. Considerados jovens demais para serem chamados de idosos, A geração “prateada” está no auge do poder aquisitivo e mais madura, não à toa rejeita o termo com veemência. , Que produtos ja temos no mercado? 


 

2. Quem são os principais influenciadores desse público?

Quando o assunto é saúde e alimentação, os profissionais de saúde sem dúvidas têm maior credibilidade e frequência de contato com esse público. Tanto médicos como nutricionistas tem especificações para trabalhar com 50+: a geriatria, a medicina do estilo de vida e a Prever uma comunicação embasada em ciência e moderna para fazer com que  esses profissionais conheçam e recomendem seus produtos, é uma ação importante..

Portais específicos para este público surgem a todo momento.

O portal Plenae: https://plenae.com/ desenvolvido em 2017 pelo empresário e entusiasta da saúde Abilio Diniz, traz conteúdos que tratam de diferentes pilares relacionados à longevidade. Desde propósito de vida até atividade física. 

Opinião

BHB Food
Cynthia Antonaccio
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Empreendedora especializada em Inovação em alimentos e marketing. Atualmente lidera, como Fundadora e CEO, a equipe da Equilibrium, empresa com atuação no Brasil e LATAM, que desde 2001 ajuda indústrias de alimentos, bebidas, suplementos e bem-estar.

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