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Low carb ou "lowcura': por que os consumidores gostam tanto dessa dieta?

Low carb ou

 Dieta da proteína, paleolítica, cetogênica, Atkins, Low Carb... Você deve conhecer alguém que já tentou alguma dessas; alguns devem ter sido bem-sucedidos e perdido uns quilos, outros talvez não tenham tido tanto sucesso. E o que essas dietas têm em comum? São todas pautadas em uma redução do consumo de carboidratos. Entretanto, a dúvida que permanece é se essas dietas são realmente eficientes e se há ciência por trás delas.

Quem gosta de temas relacionados à saúde já deve estar pensando que o ideal é o equilíbrio. Os nutricionistas trabalham com algumas diretrizes para prescrever um plano alimentar aos seus pacientes, as mais seguidas são duas: a da Organização mundial da Saúde (OMS) e a do IOM (Institute of Medicine), que estabelece as DRI (Dietary Reference Intake).

De acordo com a primeira, o consumo de carboidratos deve ser de 55 a 75% da energia total consumida e, pela segunda, de 45 a 65%. Dietas com teores de carboidratos abaixo dos 40% já podem ser consideradas low carb. Mas se os órgãos de saúde estabelecem valores tão altos desse nutriente, por que há tantas dietas que preconizam a sua redução?

O motivo pode parecer simples, mas os desfechos não são tanto assim. Quando comparado aos lipídios e às proteínas, os carboidratos são digeridos e metabolizados mais rapidamente e têm um poder sacietógeno menor, por exemplo, quem nunca sentiu fome algumas horas depois de comer aquele prato de macarronada com molho vermelho? Por isso, dietas que envolvem um alto consumo de proteínas e gorduras, com uma redução de carboidratos, trabalham com uma diminuição da sensação de fome e, consequentemente, menor consumo de alimentos e déficit calórico.


Mas, nem tudo é o que parece...

O que os estudos mostram não é algo tão certo assim, principalmente quando se consideram diversas variáveis na análise! 

Ao se iniciar uma dieta low carb, o  organismo usa a reserva interna desse nutriente, que é armazenado no corpo juntamente com água e, por isso, há uma perda de peso muito alta, principalmente pela redução de líquidos no início do processo. Portanto, esse tipo de dieta representa uma diminuição mais acentuada de peso para seus adeptos nos primeiros 6 a 12 meses; mas a longo prazo (2 anos) o efeito tende a ser reduzido ou desaparecer. 

Há outro ponto que se deve levar em conta quando o assunto é alimentação: os fatores sociais e culturais. Cada indivíduo, ao longo de sua vida, construiu a sua história alimentar, com memórias e emoções envolvidas.  Afastar-se dos alimentos que fizeram parte de sua infância, por exemplo, ou daqueles pratos que são um marco de algumas ocasiões e eventos familiares, como aquele almoço de domingo na casa dos pais, pode gerar um stress desnecessário. Além disso, quando se compara quem faz dieta low carb com quem faz outros tipos de dieta, não se percebe uma diferença em relação à adesão à dieta, ou seja, quem segue essa dieta tem a mesma chance de abandoná-la de quem segue outras

 

Como o consumidor reage a essa onda?

Tudo isso não impede que o consumidor acredite que os carboidratos façam mal e devam ser evitados. E veja que não estamos falando apenas dos açúcares, que são carboidratos simples e cujo consumo máximo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve se limitar a 10% das calorias totais ingeridas, o que corresponde a cerca de 50g diárias. De acordo com pesquisa realizada pela Mintel, 52% dos entrevistados alegaram estar tentando reduzir o consumo de açúcares (ou tem interesse em reduzi-lo) Mas o que chama a atenção é que 41% dos consumidores da mesma pesquisa alegam ter interesse em reduzir também o consumo de carboidratos como pães, massas e batatas

 

Como o mercado vem surfando?

E é nessa onda que diferentes indústrias têm surfado para lançar produtos e soluções com baixos teores de carboidratos: de produtos tradicionais, aos mais inovadores.

VEJA ALGUNS CASES:


1.Pães fazem parte do cotidiano brasileiro e a sua retirada da dieta pode ser difícil. Por isso, empresas como Pura Vida e Fit Food investiram nas versões baixas em carboidratos, com adição de proteínas.

2. As massas também ganham a sua versão baixa em carboidratos. Essa é feita de uma planta, Konjac, baixa em calorias e rica em fibras. 

3. Bebidas keto (ou cetogênicas) são mais comuns em mercados americanos.  São baixas em carboidratos e ricas em gorduras, principalmente em triglicérides de cadeia média oriundos do óleo de coco.

Uma imagem contendo mesa, loção, garrafa, laranja

Descrição gerada automaticamenteUma imagem contendo garrafa, mesa, no interior, comida

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4. As pastas de oleaginosas (como amendoim, castanha de caju, amêndoas) são naturalmente baixas em carboidratos. E seu consumo ficou bastante difundido para os adeptos do low carb. Com uma lista de ingredientes curta e base vegetal, esses produtos conquistam diferentes perfis de consumidores.  

Loja La Florach, pasta de castanha de caju com cacau nibs Eat ...A dieta LowCarb pode englobar também o conceito de "integrais, entenda sobre a consulta pública da ANVISA que busca regular o termo. 

Assista agora ao nosso IGTV sobre o tema:

 

 

Opinião

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