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Revisão 2050 e o futuro dos alimentos

Revisão 2050 e o futuro dos alimentos

*O texto abaixo é uma revisão dos principais pontos apresentados por mim durante o painel Alimentos promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) no dia 10 de junho de 2020. Revisão 2050 e o futuro dos alimentos

Por Cristiane Lourenço

Temos grandes desafios ao longo da cadeia de produção, distribuição e consumo de alimentos como: acesso à tecnologia no campo, desperdício de alimentos em toda a cadeia e deficiências nutricionais da população. Neste cenário, colaboração multissetorial, inovação e sustentabilidade são essenciais na transformação do sistema alimentar. A sustentabilidade deve guiar as inovações trazidas pelas empresas para endereçar estes desafios no futuro dos alimentos 

Olhando para o futuro a previsão da ONU é que a população mundial chegará a quase 10 bilhões de pessoas em 2050. Aqui mais uma vez a inovação, baseada em ciência, será chave para garantir alimentos nutritivos e acessível para todos. 

Aliado a isso, a sociedade trará cada vez mais a preocupação com a produção do seu alimento, e exigirá atenção no desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis e resilientes. Sistemas esses que já são prioridade nas agendas das organizações públicas e privadas em todo o mundo. 

Segundo o relatório da Embrapa sobre a produção brasileira para 2050, o Brasil fortalecerá seu papel de grande produtor mundial de alimentos produzidos em equilíbrio com o meio ambiente. Para isso, as parcerias público-privado e com as organizações de desenvolvimento - como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) - serão grandes viabilizadoras para apoiar a implementação e acesso destas tecnologias em campo por todos os produtores, inclusive os pequenos e a agricultura familiar.

Os próximos 10 anos serão importantes para garantir as transformações sistêmicas que nos levarão à visão 2050. Destaque para as plataformas multi-setoriais que promoverão compreensão e interação colaborativa para transformar o sistema alimentar como um pilar estratégico para dar escala às soluções propostas. Outra alavanca importante é conectar o consumidor com a forma como o alimento é produzido, promovendo mais conhecimento sobre a produção e aumentando a conexão entre o campo e a cidade. 

Eventos disruptivos aceleram as transformações na sociedade, e a situação trazida pelo Covid-19 revelou muitos desafios à serem endereçados no sistema de alimentos, mas principalmente evidenciou o seu componente chave: as pessoas. Para mitigar o risco de os sistemas de produção, distribuição e consumo pararem em situações de emergência global, as empresas precisarão cada vez mais garantir a segurança das pessoas em toda a cadeia de valor.

O ano de 2020 nos trouxe lições importantes: nos deu a oportunidade de repensar como as cadeias de suprimentos podem ser mais resilientes, e também como podemos adaptar melhor o sistema de alimentar às mudanças bruscas para fornecer com segurança os alimentos de que precisaremos no futuro.

Opinião

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