[ editar artigo]

Como o mercado de suplementos está se "COMIDIZANDO":

Como o mercado de suplementos está se

Não é de hoje que as pessoas buscam formas de se manter saudáveis, seja para ter mais energia, ficarem mais bonitas, aumentar a imunidade ou complementar a alimentação. Essa busca fez do Brasil o terceiro no ranking de vendas de suplementos alimentares, mas ainda há muito a ser explorado. O mercado ultrapassou as prateleiras das farmácias, não sendo mais restrito a cápsulas ou pó. 

Isso tem acontecido de duas formas diferentes:

1 . Marcas de suplementos tradicionais, mais voltadas para a área esportiva, lançando produtos como macarrão, biscoitos, massa para panquecas, etc. Essa saída de um universo exclusivamente feito de shakes e barras acontece no intuito de democratizar não só a compra dos produtos por clientes estabelecidos, ampliando os momentos de consumo possíveis, como também para atrair pessoas que não se identificam com esses produtos.

2. Muitos players da indústria de alimentos embarcaram em inovações com um “toque de suplementos” para diferenciar seus produtos e captar uma fatia de consumidores desse mercado tão promissor. Agora, a “comidização do suplemento”, como estamos chamando, está nas prateleiras dos supermercados. Ela é composta por uma variedade de iogurtes, snacks ou até mesmo aquela bala que está sempre na bolsa.  

E eles não fizeram isso à toa. Segundo o Euromonitor, o Brasil é líder do mercado de suplementos na América Latina e só perde para Austrália e Estados Unidos no ranking global. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD) mostram que suplementos alimentares estão presentes em 54% dos nossos lares. 

Barreiras do setor:

Sob a ótica do consumidor:  As razões para quase metade da população ainda não consumir podem ser, além das econômicas, a percepção negativa da categoria, associada a “remédios” ou “bombas”; a percepção de sabor desagradável ou de aumento da “fadiga gástrica” ocasionada pela pílula, impulsionando os consumidores a um movimento de volta para nutrição baseada em alimentos.

Sob a ótica da indústria: Os fabricantes enfrentam diversas barreiras, uma vez que as legislações específicas para essa categoria saíram apenas em 2018. E, ainda assim, elas trazem limitações com uma lista de substâncias permitidas ainda muito aquém da de outros países, o mesmo vale para as regras para uso de claims e alegações funcionais. 

Juntando as dificuldades do setor com as razões dos consumidores, surgem oportunidades para a inclusão de “suplementos” em alimentos rotineiros. Tecnicamente, essa tal “suplementação” em produtos alimentícios começou com o mercado de alimentos fortificados e ganhou força no segmento de alimentos funcionais.

Comparativo entre os mercados:

Comparativo com dados do Brasil, segundo o Euromonitor:



                                                    X

  • De acordo com uma pesquisa realizada pela Mintel com 1500 pessoas, 25% dos brasileiros estariam dispostos a consumir mais vitaminas e suplementos, caso esses possuíssem ingredientes mais naturais. 

  • Outra tendência, para suplementos nas américas, também trazida pela Mintel, é a transparência, ou seja, o consumidor começa a se interessar mais em entender o que consome e buscar a origem do produto.

 

Sobre a guerra das proteínas! 

Em uma mudança para a naturalidade e rótulos limpos, o posicionamento dos produtos com proteínas está evoluindo: De uma disputa sobre quem entrega mais (5g, 10g, 20g, 30g...) para um olhar de reformulação, com foco em excluir aditivos e ingredientes que são percebidos negativamente.

 

Quer entender mais sobre as fases da suplementação do mercado e ver cases de produtos reais e nacionais, clique aqui...


 

Suplementos

Ler conteúdo completo
Indicados para você