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Proteína do girassol pode substituir ovos em biscoitos

A busca por alternativas vegetarianas e veganas na indústria de alimentos tem levado os pesquisadores a explorarem novos ingredientes para substituir produtos de origem animal, como ovos, em diversas receitas. Recentemente, cientistas do Instituto de Tecnologia de Alimentos de Campinas (ITAL), em colaboração com o Instituto Fraunhofer para Engenharia de Processos e Embalagens, na Alemanha, encontraram uma solução promissora: o farelo desengordurado de girassol (FDG).

O FDG, rico em proteínas com teor de aproximadamente 60%, mostrou-se uma opção viável para substituir parcial ou totalmente a gema de ovo em pó em receitas de biscoitos. Em experimentos, tanto o FDG quanto seu isolado proteico foram utilizados como emulsificantes, apresentando resultados comparáveis ao emulsificante comercial Datem.

Os biscoitos preparados com os ingredientes de girassol mantiveram sua cor e sabor praticamente inalterados, com alguns provadores destacando um sabor mais agradável. No entanto, foi observada uma maior dureza nos biscoitos feitos com esses ingredientes.

Essa pesquisa abre caminho para o desenvolvimento de uma nova geração de biscoitos veganos e vegetarianos, utilizando o FDG como emulsificante, além de proporcionar alternativas para outras formulações na indústria de alimentos. O aproveitamento desses ingredientes vegetais atende à demanda por produtos livres de ingredientes de origem animal e valoriza a cadeia produtiva do girassol.

Faturamento da indústria plant-based supera R$ 1 bilhão no Brasil

O cenário da indústria plant-based no Brasil está em ascensão. Em 2023, as vendas de substitutos vegetais de carnes e frutos do mar aumentaram em 38% em comparação ao ano anterior, alcançando a marca de 1,1 bilhão de reais, conforme relatório da Euromonitor. Este valor é quase o dobro da projeção inicial para 2025.

Essa evolução representa uma excelente notícia para o meio ambiente. A pecuária, incluindo a produção de soja para ração animal, exerce um grande impacto ambiental. Segundo o Observatório do Clima, 74% das emissões de gases de efeito estufa no país estão relacionadas ao uso da terra.

Gustavo Guadagnini, diretor do The Good Food Institute (GFI) no Brasil, destaca que atualmente 85% das terras aráveis do planeta são dedicadas à produção animal ou à produção de ração para esses animais, como monoculturas de soja e milho.

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Fonte: alagoasweb.com/

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Kely Gouveia

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