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Microesferas plant-based podem substituir Ozempic?

As microesferas plant-based estão sendo estudadas como alternativa natural ao Ozempic, medicamento utilizado para perda de peso e controle glicêmico. Desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Sichuan, na China, as esferas mostraram resultados iniciais promissores em testes com animais e já estão em fase de ensaio clínico com humanos.

Ozempic impulsiona nova geração de refeições menores

O Ozempic e outros fármacos à base de GLP-1 vêm ganhando espaço no mercado, mas apresentam efeitos colaterais como náuseas, vômitos, alterações no paladar e impactos na saúde mental, além do alto custo, que pode ultrapassar US$ 1.000 por mês nos Estados Unidos. Esse cenário tem impulsionado a busca por alternativas mais acessíveis e seguras, como as microesferas plant-based.

Como funcionam as microesferas plant-based

A formulação combina polifenóis do chá verde, vitamina E e um revestimento de algas marinhas. Esse revestimento protege os compostos no ambiente ácido do estômago e os libera no intestino, onde se ligam às gotículas de gordura parcialmente digerida, reduzindo sua absorção.

Nos testes com ratos alimentados com dieta rica em gordura, o consumo das microesferas levou a uma perda de 17% do peso corporal em um mês, além de reduzir a gordura acumulada e proteger o fígado. Diferente de medicamentos como o orlistate, os animais não apresentaram desconfortos gastrointestinais.

Resultados e próximos passos

As microesferas plant-based já estão em avaliação em ensaio clínico com 26 voluntários no Hospital Oeste da China. Os primeiros resultados devem ser divulgados em 2026. Segundo os pesquisadores, o produto pode ser facilmente incorporado em alimentos funcionais, como chás e sobremesas, sem alterar o sabor.

A equipe afirma que a produção em escala industrial é viável, já que todos os ingredientes são de grau alimentício e aprovados pelo FDA. Uma parceria com uma empresa de biotecnologia está em andamento para avançar na fabricação.

Alternativas naturais ao GLP-1

As microesferas se inserem em um movimento global que busca soluções alimentares para substituir ou complementar medicamentos à base de GLP-1. Iniciativas recentes incluem extratos vegetais desenvolvidos na Espanha, um booster botânico da chilena NotCo e peptídeos bioativos criados pela israelense Lembas.

Era Ozempic redefine o consumo e o papel da proteína

Marcas como a Supergut também exploram fibras probióticas e amidos resistentes como reforço natural do GLP-1. Esses avanços mostram que a fronteira entre nutrição e farmacologia está se tornando cada vez mais próxima, abrindo espaço para inovações sustentáveis e funcionais no controle de peso e saúde metabólica.

Fonte: Vegan Business

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