Pitaya substitui pistache e lidera tendências alimentares 2026

Tendências alimentares 2026 indicam uma mudança no protagonismo dos ingredientes utilizados pela indústria de alimentos e bebidas. Segundo um guia europeu, a pitaya deve ocupar o espaço que, nos últimos anos, foi dominado pelo pistache, consolidando-se como um dos principais vetores de inovação no próximo ciclo de lançamentos.
A projeção faz parte do Global Taste Charts, estudo elaborado pela Kerry, que analisou dados de consumo, comportamento do consumidor e desenvolvimento de produtos entre 2023 e 2025.
De acordo com o relatório, os lançamentos de produtos com pitaya cresceram 17% no período, sinalizando uma mudança consistente nas preferências do mercado.
Do pistache à pitaya: mudança de protagonismo
Até recentemente, o pistache ocupava posição central nas tendências alimentares, associado a sofisticação e inovação. Em 2025, o ingrediente esteve presente em cafés especiais, chocolates, panetones premium e sorvetes, com impacto direto nas importações brasileiras, já que todo o pistache consumido no país é importado.
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Para 2026, o cenário começa a se reorganizar. As tendências alimentares 2026 passam a valorizar ingredientes com maior versatilidade, perfil sensorial mais neutro e forte apelo visual, características que favorecem a adoção da pitaya em diferentes categorias.
Indústria de bebidas impulsiona a demanda
O avanço mais significativo da pitaya ocorre na indústria de bebidas. Segundo o estudo, bebidas refrescantes concentram a maior parte dos lançamentos, incluindo águas saborizadas, chás gelados, bebidas prontas e coquetéis sem álcool.
A fruta também amplia presença em bebidas alcoólicas, como drinques, licores e fermentados, além de aplicações em confeitaria e sobremesas. O sabor suave e a coloração intensa facilitam a incorporação em formulações alinhadas às tendências alimentares 2026, especialmente aquelas voltadas ao consumo de verão.
Expansão internacional do ingrediente
A introdução da pitaya em produtos industrializados teve início nas Américas, incluindo o Brasil, por volta de 2021. Desde então, o ingrediente ganhou espaço rapidamente na Europa e na Ásia.
Somente no último ano analisado, o relatório identificou cerca de 170 novos produtos com pitaya lançados em escala global. O movimento reforça o interesse por frutas exóticas associadas a naturalidade, frescor e identidade visual forte, fatores recorrentes nas tendências alimentares 2026.
Produção brasileira ganha relevância
No Brasil, a pitaya encontra condições favoráveis de cultivo. Por pertencer à família dos cactos, adapta-se bem a diferentes climas, com destaque para regiões tropicais e subtropicais.
Atualmente, cerca de 80% da produção nacional está concentrada no Sul e Sudeste, regiões que lideram a oferta da fruta no mercado interno. O avanço das tendências alimentares 2026 amplia as oportunidades para produtores locais, especialmente diante do crescimento da demanda da indústria.
Variedades ampliam aplicações
Além da pitaya de polpa rosa, mais conhecida pelo consumidor, outras variedades ganham espaço nas formulações industriais:
- Pitaya rosa: coloração intensa e perfil adocicado;
- Pitaya branca: sabor mais suave e menor teor calórico;
- Pitaya amarela: aroma mais pronunciado e acidez leve.
A diversidade amplia as possibilidades de uso em bebidas, confeitaria e gastronomia criativa.
Taste Charts 2026: Kerry aponta sabores que vão guiar inovação
Frutas exóticas revelam novo consumo
A consolidação das tendências alimentares 2026 aponta para um mercado cada vez mais orientado por ingredientes naturais, versáteis e visualmente marcantes. Mais do que substituir o pistache, a pitaya simboliza um novo momento do setor, alinhado à inovação e à busca por diferenciação.
Fonte: clickpetroleoegas.com.br
Foto de David Brooke Martin na Unsplash




