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Santo café! cases de produtos de sucesso que exploram as funcionalidades desse grão

Santo café! cases de produtos de sucesso que exploram as funcionalidades desse grão

 

As manhãs não são as mesmas quando não se tem café na mesa. As reuniões de trabalho perdem o toque especial sem a iguaria. Os encontros no fim da tarde sempre caem bem com uma xícara com a bebida quentinha. 

Presente em 98% dos lares brasileiros, de acordo com a KANTAR o café, segunda bebida mais consumida no país, perdendo apenas para água,  tem sido utilizado muito além da bebida quente de todas as manhãs. Se tornou a “menina dos olhos” de muitos chefs gastronômicos e de parte da indústria de alimentos.  

Atualmente o Brasil é o maior produtor de café do mundo. Segundo a   Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o país teve uma média de produção mensal equivalente a 2,45 milhões de sacas em 2018 e, no último trimestre do mesmo ano, foram exportadas 11,44 milhões de sacas.

Brasil: um dos maiores consumidores de café do mundo

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo. Tal posição equivale a exatos 13% de todo o grão, torrado e moído, produzido no planeta. Os Estados Unidos detêm a primeira posição da lista, com 14%.

Todo esse consumo se dá entre o café tradicional e o café premium, que vem ganhando o mercado brasileiro. Cada vez mais as pessoas têm procurado experimentar novas fórmulas de preparo, com combinações inovadoras e grãos tidos como de maior qualidade.

Segundo a consultoria britânica Mintel, a forte tendência dos cafés especiais apresenta relação com a valorização da sustentabilidade. Afinal, além de possuírem maior sofisticação ao serem produzidos, o sistema mercadológico é outro, com um vínculo bem mais próximo com os cafeicultores.

Café e a saúde

Fragrâncias, sabores, níveis de acidez e consistências que podem interagir e dar  forma a novos produtos. Não pense você que só o ovo já ocupou o lugar de vilão da boa saúde e hoje foi reabilitado. Considerado por anos inimigo de quem desejava manter uma vida equilibrada, o café agora vigora como um aliado para diversos objetivos. Se antes a cafeína de sua composição - entre 95 mg e 200 mg em uma xícara - era motivo para muitos o deixarem de lado, agora ela tem seus benefícios ressaltados.

Segundo um estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, duas xícaras de café expresso diariamente podem ser recomendadas.  

Novos produtos elevam o café a ingrediente funcional

Pessoalmente tive o prazer de trabalhar por quase sete anos em uma indústria cafeeira e sei o poder desse item no dia a dia, mas uma das coisas mais difíceis era tratarmos de inovações disruptivas. Entretanto,  o mercado evoluiu um pouco, creio que ainda exista um campo amplo para desenvolvimento, em diversas categorias, de produtos à base de café, ou com compostos do café, contudo, já temos cases para contar!

O café está em alta porque se formos analisar diversas tendências no mercado de alimentos e suplementos, ele combina com várias delas, 

  1. O café é plant based, processo de produção limpo, fonte natural renovável, sustentável e rastreável em sua cadeia produtiva. 

Vegan Pro, da Nutrify, já usa o café em sua linha vegana.

  1. O café dá energia, que não provém de calorias e é explorado em shots, snacks e até mesmo barras comestíveis que fazem esse apelo:

Snack com mix de sementes e café na composição. Essa variante da Joy chama PIQUE

 

  1. O Café tem fitoquímicos que ativam nosso cérebro e, assim, produzimos mais serotonina e, por isso, ele pode estar associado ao FOOD MOOD, como nesse exemplo de concentração:

 

  1. A relação da cafeína e do desempenho físico e metabolismo é cada vez mais estudada. bebida solúvel à base de café 100% arábica e mais 6 ingredientes, com o objetivo de performance: Cacau, canela, cúrcuma, pimenta caiena, chá verde e leite de coco.

 

  1. O café verde possui compostos bioativos e antioxidantes e pode ser aplicado em produtos que visam à diminuição do envelhecimento das células

Cápsula De Café Verde Hinode, rico em antioxidantes e polifenóis,

“Como ingrediente, o café é encantador, em um único fruto, diferentes possibilidades de sabores e benefícios.  Existe muita oportunidade ainda na terra do café. Está mais do que na hora  de utilizarmos o café em diferentes categorias de produtos, pensando além xícara de café… como sorvetes, cafés gelados, recheios,  nutrição esportiva, pães, neurofuncionais, cookies, chantilly,snacks de café, coffee crunch (nibs de café ), cups de iogurte !” Diz Ines Bloise, uma coffeelover da AQIA NUTRITION, 

 

Café Verde

Os grãos verdes são prematuros, pois provêm da última colheita. Por conta desse processo de maturação tardia, são excelentes fontes de compostos fenólicos, que se perdem no processo de torrefação do café cereja, ou seja, eles são uma “bomba” de benefícios para problemas fisiológicos, por conta de ação antioxidante de tais substâncias.

Cherry Coffee

Outra maturação, portanto outro resultado. Para ficar pronto e repleto de sabor, o Cherry Coffee se desenvolve por aproximadamente seis meses. Na hora da colheita, apresenta a coloração avermelhada bem intensa, de onde vem o seu nome Cherry, cereja em inglês. Traz naturalmente o sabor acentuado e marcante do café. 

Versão do café cereja torrado, moído e micronizado, o produto é preparado após a extração do óleo, ou seja, deriva de um outro processo. Entre os componentes funcionais estão o ácido clorogênico, assim como as fibras solúveis e minerais.

A Casa Madeira, produtora referência da Serra Gaúcha, também cria iguarias feitas a partir do café para paladares exigentes. 

Geleia gourmet de café

Após um processo de infusão, o café moído passa por uma etapa de cozimento juntamente com os grãos tostados e outros ingredientes. O resultado é uma geleia sofisticada para acompanhar pratos salgados e doces.

Ainda podemos citar a Brazilian Coffee, que já tem know-how na produção de doces com valor do café agregado a demais ingredientes.

Locavorismo e o café

Algo que vem ganhando espaço nessa indústria é o Locavorismo. Isso porque, nos últimos anos, as pessoas começaram a pensar mais sobre a origem dos alimentos.

De onde eles vêm? O que foi usado para cultivá-los? À medida que essas perguntas surgiram, os consumidores  avançaram para a compra de mais alimentos locais e sustentáveis. Não poderia ser diferente com o mercado do café.

 

O Sul de Minas, por exemplo, é a região com maior produção de cafés Arábicas, e algumas marcas regionais exploram bastante esse conceito na bebida, mas para a indústria de ingredientes, ainda é um caminho a ser trilhado. 

Diante de tantas informações animadoras para o mercado futuro do café, não há como deixar de imaginar novas possibilidades, não é mesmo?

 

“café não costuma falhar”

Opinião

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