Mercado de snacks à base de plantas deve dobrar até 2036

O mercado de snacks à base de plantas caminha para uma década de forte expansão. Segundo relatório da Future Market Insights, o setor deve crescer de US$ 45,7 bilhões em 2026 para US$ 100,4 bilhões em 2036, o que representa uma taxa média anual de 8,2%.
O avanço é sustentado por mudanças estruturais no comportamento do consumidor, que passa a priorizar produtos percebidos como mais saudáveis, práticos e alinhados a preocupações ambientais.
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O movimento deixa de ser restrito a nichos veganos ou vegetarianos e passa a ganhar espaço no consumo cotidiano, especialmente em mercados urbanos e de maior renda.
Snacks à base de plantas ganham escala e diversificação
Dentro do mercado de snacks à base de plantas, os produtos à base de cereais e grãos lideram, com cerca de 28% de participação. A categoria se beneficia da familiaridade do consumidor, da facilidade de formulação e da boa performance logística, fatores que favorecem escala e distribuição.
Snacks de frutas e oleaginosas, barras plant-based e alternativas vegetais a produtos cárneos também ganham espaço, impulsionados por formulações com maior teor de proteínas e fibras, além de rótulos mais simples e transparentes.
A diversificação de formatos amplia o alcance do segmento e reforça o papel dos snacks à base de plantas como substitutos funcionais de lanches tradicionais.
Embalagens em saco dominam o mercado
As embalagens em saco concentram aproximadamente 42% do mercado de snacks à base de plantas, segundo o estudo. O formato se destaca pela relação custo-benefício, pela praticidade no consumo em movimento e pela compatibilidade com diferentes canais de venda, do varejo físico ao e-commerce.
Além disso, porções controladas e maior vida útil tornam esse tipo de embalagem estratégico para marcas que buscam eficiência operacional.
Saúde e conveniência impulsionam a demanda
A expansão do mercado de snacks à base de plantas está diretamente ligada à busca por alimentos com melhor perfil nutricional. Consumidores valorizam opções com menos açúcar, menor teor de gordura saturada e maior presença de ingredientes funcionais.
O relatório aponta que a decisão de compra é cada vez menos guiada por volume e mais pela combinação entre sabor, valor nutricional e praticidade. Essa mudança pressiona fabricantes a investir em inovação de ingredientes, desenvolvimento sensorial e controle da cadeia de suprimentos.
Estados Unidos lideram crescimento, mas América Latina está no radar
Os Estados Unidos lideram o crescimento do mercado, com CAGR estimado em 10,5% até 2036. Alemanha e Reino Unido vêm na sequência, impulsionados por políticas de saúde, maturidade do varejo e alta penetração de dietas flexitarianismo .
Embora ainda não figure entre os mercados de maior crescimento, a América Latina — incluindo o Brasil — aparece no escopo do estudo como região com potencial de expansão, especialmente à medida que o consumo de snacks saudáveis se consolida e o varejo amplia a oferta de produtos plant-based.
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Inovação define competitividade no setor
Para os próximos anos, o relatório indica que a competitividade no mercado de snacks à base de plantas estará menos associada à escala pura e mais à capacidade de inovar. Marcas que combinarem desenvolvimento de sabores, embalagens eficientes e posicionamento claro tendem a capturar maior valor.
A tendência aponta para um mercado mais sofisticado, no qual snacks plant-based deixam de ser apenas uma alternativa e passam a ocupar papel central nas estratégias de crescimento da indústria de alimentos e ingredientes.
Fonte: www.futuremarketinsights.com
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