Efeito Ozempic faz McDonald’s rever cardápio

O efeito Ozempic tem levado o McDonald’s a rever cardápio diante do avanço dos medicamentos GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. A rede reconheceu que o comportamento alimentar está mudando à medida que cresce o número de consumidores que utilizam essas terapias para perda de peso.
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Durante teleconferência de resultados, o CEO Chris Kempczinski afirmou que a empresa acompanha a transformação no padrão de consumo. Usuários de GLP-1 tendem a ingerir menos calorias e priorizar alimentos com maior teor de proteína.
Efeito Ozempic altera padrão de consumo
Dados citados pela reportagem indicam que usuários desses medicamentos consomem, em média, 40% menos calorias. Há ainda queda relevante no consumo de sobremesas e bebidas alcoólicas, além de aumento na procura por alimentos frescos.
A consultoria EY-Parthenon estima que o mercado de snacks pode perder até US$ 12 bilhões na próxima década.
Para o fast food, isso significa menor consumo por impulso e maior seletividade nas escolhas.
McDonald’s prioriza proteína e densidade nutricional
A companhia já avalia dar mais destaque a itens como Snack Wrap e tiras de frango McCrispy , produtos que dialogam com a busca por proteína e porções mais equilibradas.
A lógica deixa de ser apenas volume e passa a considerar densidade nutricional, adequação calórica e composição do mix.
O impacto ultrapassa o McDonald’s
Gigantes como PepsiCo, Coca-Cola e General Mills também aceleram reformulações e investimentos em produtos com maior teor de proteína e fibras.
Segundo Ali Furman, líder de consumo da PwC nos EUA, o setor ainda está começando a compreender o impacto fisiológico desses medicamentos sobre o comportamento de compra.
Canetas emagrecedoras mudam consumo e impactam agro
O que a indústria precisa observar
O avanço dos GLP-1 redefine frequência de consumo, tamanho de porção e composição de portfólio. Categorias dependentes de consumo recorrente e impulsivo, como snacks e bebidas açucaradas, tendem a sentir primeiro os efeitos.
Para fabricantes de alimentos, bebidas e ingredientes, a discussão deixa de ser apenas tendência e passa a envolver estratégia de longo prazo.
Fonte: Times Brasil
Imagem: Freepik




