Alternativas vegetais ao leite ganham espaço na Alemanha

As alternativas vegetais ao leite deixaram de ser um nicho na Alemanha e passaram a integrar a rotina alimentar de uma parcela significativa da população. É o que indica uma pesquisa conduzida pela Danone Alemanha, em parceria com a empresa de pesquisa INNOFACT.
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O estudo, realizado em outubro de 2025 com uma amostra representativa de 1.532 pessoas, aponta que quase metade dos alemães já consome alternativas vegetais ao leite, sinalizando a consolidação da categoria no mercado europeu.
Consumo de alternativas vegetais ao leite cresce entre jovens e famílias
De acordo com os dados, 47% dos entrevistados afirmaram consumir alternativas vegetais ao leite, sendo que 18% fazem uso regular. O consumo é mais expressivo entre adultos de 18 a 29 anos e famílias com crianças, grupo em que a adesão chega a 56%.
Entre as variedades, o leite de aveia lidera, presente na rotina de 48% dos consumidores, seguido pelo leite de amêndoa (34%). O leite de soja mantém relevância sobretudo entre vegetarianos, com 30% relatando consumo regular.
Saúde e bem-estar animal impulsionam a categoria
Os motivos relacionados à saúde aparecem como principal fator para a escolha das alternativas vegetais ao leite, seguidos pelas preocupações com o bem-estar animal. Na decisão de compra, sabor, textura e custo-benefício são os critérios mais citados.
Entre os não consumidores, as principais barreiras continuam sendo o sabor (54%) e o preço (44%), o que indica desafios ainda presentes para a expansão da categoria.
Enriquecimento nutricional influencia decisão de compra
O levantamento mostra que o enriquecimento nutricional vem ganhando peso. Quarenta e quatro por cento dos entrevistados disseram preferir leites vegetais fortificados com vitaminas e minerais, e 75% desse grupo afirmaram estar dispostos a pagar mais por essas versões.
Cálcio, vitamina D e vitamina B12 são os nutrientes considerados mais relevantes. Consumidores flexitarianos também destacaram a importância de fibras, proteínas vegetais e ferro.
Iodo ainda é pouco monitorado pelos consumidores
Apesar de sua relevância para o metabolismo, o iodo segue como um nutriente pouco acompanhado. Apenas 22% dos entrevistados afirmaram monitorar ativamente sua ingestão, embora 71% relatem o uso de sal iodado em casa.
Apenas 21% disseram comprar alimentos enriquecidos com iodo. Jovens e pessoas que seguem dietas vegetarianas, veganas ou flexitarianas demonstraram maior propensão a realizar exames para verificar seus níveis desse micronutriente.
Desconhecimento sobre tributação das bebidas vegetais
A pesquisa também revelou baixo conhecimento sobre a política tributária alemã. Apenas 34% sabiam que o leite de vaca é taxado com IVA reduzido de 7%, enquanto as alternativas vegetais ao leite são tributadas em 19%.
Quando informados sobre a diferença, 61% defenderam a redução do imposto para as bebidas vegetais. Entre os não consumidores, 17% afirmaram que uma alíquota menor aumentaria a probabilidade de compra.
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Alternativas vegetais ao leite deixam de ser nicho
Em comunicado, a Danone destacou que os resultados confirmam a maturidade da categoria. Segundo a empresa, as alternativas vegetais ao leite já fazem parte de uma dieta equilibrada para muitos consumidores, que buscam produtos à base de plantas com perfil nutricional mais completo.
A companhia afirma ainda que pretende reforçar a comunicação sobre vitaminas, minerais e oligoelementos, como o iodo, além de seguir defendendo condições tributárias mais equilibradas para o segmento.
Fonte: Vegconomist
Foto de Nikolai Chernichenko na Unsplash




