NOTÍCIAS

Indústria de alimentos aposta em acordo Mercosul União Europeia

A indústria de alimentos avalia que o acordo Mercosul União Europeia tende a ampliar exportações, atrair investimentos e gerar empregos no Brasil. A leitura é da ABIA, que destaca a previsibilidade regulatória como principal ganho para decisões de médio e longo prazo do setor.

Arroz e feijão seguem como base da alimentação brasileira

Segundo a entidade, a integração entre os dois blocos cria um ambiente mais estável para o comércio internacional em um contexto marcado por barreiras comerciais, tensões geopolíticas e exigências sanitárias cada vez mais rigorosas.

Previsibilidade regulatória impulsiona exportações

Para a ABIA, o acordo Mercosul União Europeia amplia o acesso da indústria brasileira a mercados com alto poder aquisitivo e elevado nível de exigência técnica. Esse cenário favorece a diferenciação de produtos, o aumento do valor agregado e a inserção em segmentos mais sofisticados do mercado europeu.

Projeções setoriais indicam que, após a implementação do acordo, as exportações brasileiras de alimentos industrializados para a União Europeia podem crescer entre 1% e 2% no curto prazo, de 3% a 5% no médio prazo e entre 6% e 8% no longo prazo. Em valores, os incrementos anuais podem variar de R$ 400 milhões a R$ 3,5 bilhões.

Impactos sobre investimentos e empregos

O avanço das exportações e a maior previsibilidade das regras comerciais tendem a estimular novos investimentos produtivos. A ABIA estima que o movimento possa sustentar de 3 mil a 30 mil empregos diretos e indiretos ao longo do tempo, associados à ampliação da capacidade industrial, ganhos de produtividade e fortalecimento das cadeias produtivas.

Em um cenário internacional marcado por choques climáticos e fragmentação do comércio, o acordo também é visto como um fator de resiliência para os sistemas de abastecimento, ao reduzir incertezas e organizar fluxos comerciais.

Peso econômico da indústria de alimentos

A indústria brasileira de alimentos ocupa posição central na economia nacional. Em 2024, o setor registrou faturamento aproximado de R$ 1,27 trilhão, o equivalente a 10,8% do Produto Interno Bruto, mantendo-se como o maior segmento da indústria de transformação.

UFSM pesquisa potencial das folhas de bambu na alimentação

Atualmente, o setor emprega cerca de 2,1 milhões de trabalhadores formais e processa aproximadamente 62% da produção agropecuária do País. Em 2025, as exportações somaram US$ 66,8 bilhões, sendo cerca de US$ 8,7 bilhões destinados à União Europeia, o que reforça a relevância estratégica do acordo com o Mercosul.

Para a indústria de alimentos, o acordo Mercosul União Europeia representa mais do que um avanço comercial: trata-se de um instrumento para ampliar competitividade, atrair capital produtivo e posicionar o Brasil de forma mais sólida nas cadeias globais de valor.

Fonte: Carta Capital
Foto de Louis Hansel na Unsplash

BHB TEAM

BHB TEAM

About Author

O BHB Food compartilha os temas mais atuais e relevantes sobre marketing, saúde e nutrição são apresentados por players renomados e engajados no mercado, disseminando conceitos e ideias inovadoras na construção de marcas saudáveis.

Deixe um comentário

Você pode gostar também

NOTÍCIAS

Tio João acaba de lançar um Arroz Polido Orgânico

Tio João, marca do Grupo Josapar, amplia seu portfólio de produtos orgânicos com o lançamento do “Arroz Tio João Polido
NOTÍCIAS

INTERNACIONAL: EUA e Reino Unido fecham acordo de equivalência para orgânicos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e do Reino Unido assinaram um novo acordo de equivalência, que permite que