Embalagens inteligentes ganham espaço na indústria

As embalagens inteligentes estão ganhando espaço na indústria de alimentos ao oferecer soluções voltadas à segurança alimentar, aumento da vida útil dos produtos, redução de desperdícios e melhor experiência para o consumidor. No segmento de proteínas, novas tecnologias vêm sendo aplicadas para preservar a qualidade dos alimentos durante toda a cadeia, da produção ao ponto de venda.
Diferentemente das embalagens tradicionais, que atuam principalmente como barreira física, as embalagens inteligentes podem interagir com o alimento e o ambiente interno, controlando fatores como umidade, oxigênio e temperatura.
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Embalagens inteligentes chegam ao mercado brasileiro
A evolução das embalagens já aparece em produtos lançados no Brasil por grandes empresas do setor de alimentos.
Na categoria de frangos, a Seara lançou uma linha de Cortes Resfriados com bandejas premium desenvolvidas para manter a embalagem mais seca. Segundo a marca, a solução contribui para preservar o frescor do produto, melhorar a apresentação no ponto de venda e ampliar a conveniência para o consumidor.
Outro exemplo vem da Sadia, que apresentou uma lasanha de 350 g com embalagem produzida a partir de fibras de eucalipto. Desenvolvida em parceria com a Biona, empresa da Melhoramentos, a bandeja suporta temperaturas entre -40°C e 220°C e tem decomposição estimada em 75 dias, dependendo das condições ambientais.
Tecnologia amplia segurança e conservação dos alimentos
Entre os principais recursos das embalagens inteligentes está o controle de umidade. No caso das carnes, que possuem alto teor de água, a perda de líquidos durante o armazenamento pode impactar aparência, peso e qualidade.
Para reduzir esse efeito, algumas embalagens utilizam materiais absorventes capazes de reter o excesso de umidade, ajudando também no controle de microrganismos associados à deterioração dos alimentos.
Outra tecnologia aplicada é o uso de compostos antimicrobianos, que auxiliam na conservação ao reduzir o crescimento de bactérias e ampliar a vida útil dos produtos sem alterar características como sabor e textura.
Controle de oxigênio aumenta vida útil dos produtos
O controle do oxigênio é outro fator importante para a conservação. A presença do gás pode acelerar processos como oxidação das gorduras, alteração de cor e desenvolvimento de microrganismos.
Por isso, sistemas que removem ou limitam o contato com oxigênio ajudam a manter as características do alimento por mais tempo.
Nas embalagens a vácuo, por exemplo, a redução de oxigênio dificulta a multiplicação de fungos e bactérias aeróbias, permitindo maior tempo de conservação em comparação com alguns métodos tradicionais.
Sensores e tecnologia digital transformam embalagens
Além da conservação, as embalagens inteligentes também avançam com o uso de sensores capazes de acompanhar as condições do alimento ao longo da cadeia.
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Algumas soluções identificam alterações relacionadas à deterioração, enquanto indicadores de tempo e temperatura mostram se o produto permaneceu dentro das condições adequadas durante transporte e armazenamento.
A digitalização também ganha espaço nesse mercado. Tecnologias como QR Codes, realidade aumentada e sensores conectados permitem oferecer informações sobre origem, rastreabilidade, validade e formas de consumo.
Sustentabilidade impulsiona novas embalagens
A busca por menor impacto ambiental também influencia o desenvolvimento de novas soluções. Empresas do setor têm investido em materiais biodegradáveis, recicláveis e alternativas que buscam reduzir resíduos.
Combinando conservação, segurança alimentar, sustentabilidade e tecnologia, as embalagens inteligentes ampliam sua presença e passam a representar uma das frentes de inovação da indústria de alimentos.
Fonte: SA+
Foto de Paul Einerhand na Unsplash




