EVENTOS

SYNFOOD 2026 debate mudanças na regulação de alimentos

As mudanças na regulação de alimentos previstas para 2027 estarão no centro dos debates do SYNFOOD 2026, que acontece em 6 de novembro, em São Paulo. Organizado pela Regoola, o evento chega à segunda edição reunindo representantes da Anvisa, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da indústria e especialistas para discutir os desafios regulatórios e as tendências que devem impactar o setor de alimentos e bebidas nos próximos anos.

Com o tema “O que 2027 reserva para o mercado de alimentos?”, o encontro também abordará inovação, desenvolvimento de produtos e mudanças no comportamento do consumidor.

O encontro acontece presencialmente, das 9h às 17h20, na Vila Clementino, e deve receber cerca de 250 participantes. A programação contempla questões relacionadas à rotulagem, segurança de alimentos, desenvolvimento de produtos, novas tecnologias e tendências de consumo.

Segundo Dafné Didier, fundador da Regoola e diretor de Assuntos Regulatórios, a ampliação do evento responde a uma demanda identificada na primeira edição, realizada em 2025, que reuniu aproximadamente 120 profissionais.

“O principal aprendizado da primeira edição foi perceber o tamanho da demanda por um espaço em que a regulação de alimentos fosse discutida com profundidade técnica, mas também com foco prático. Reunimos cerca de 120 profissionais de assuntos regulatórios, P&D, qualidade, indústria e academia, e metade desse público era formado por tomadores de decisão. Ficou claro que as empresas não querem apenas saber o que a norma diz. Querem entender o que vem pela frente para se planejar com antecedência”, afirma.

SYNFOOD 2026 terá Anvisa, MAPA e indústria na programação

A programação começa com o Plenário de Autoridades sobre Tendências Regulatórias, com representantes da Anvisa e do MAPA. O evento também contará com a participação da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS).

Ao longo do dia, serão abordados temas como produtos proteicos, inovação em aromas e bebidas, comportamento do consumidor e os caminhos regulatórios para o desenvolvimento de novos alimentos no Brasil.

Entre os destaques está a Mesa de Tendências Regulatórias, dedicada à discussão das perspectivas para o setor. A programação inclui ainda a Premiação Excelência Regulatória 2026, que reconhece profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da regulação de alimentos no país.

Para Didier, o crescimento da programação acompanha a necessidade de aproximar diferentes áreas envolvidas no desenvolvimento e na comercialização de alimentos.

“Por isso, em 2026, o SYNFOOD cresce em escala e em proposta. Entre as novidades estão o Plenário de Autoridades sobre Tendências Regulatórias, na abertura, com representantes da Anvisa e do MAPA, a Mesa de Tendências Regulatórias com a participação da indústria e uma mesa dedicada a comportamento do consumidor, tendências e a relação entre alimento e saúde. Também mantemos o Prêmio Excelência Regulatória, que reconhece pessoas que contribuíram para o desenvolvimento regulatório de alimentos no Brasil”, destaca.

Quais mudanças regulatórias devem afetar os alimentos em 2027?

Entre os assuntos previstos para discussão estão as mudanças na rotulagem, o uso de tecnologias digitais para disponibilização de informações ao consumidor, os critérios de segurança e as exigências aplicáveis a diferentes categorias de produtos.

Na avaliação de Didier, as empresas precisarão acompanhar especialmente as discussões relacionadas à Agenda Regulatória da Anvisa, às atualizações conduzidas pelo MAPA e à harmonização de normas no Mercosul.

“O cenário para 2027 é de transformação na forma como as empresas se comunicam com o consumidor e comprovam a segurança dos seus produtos. A Agenda Regulatória da Anvisa traz temas que vão exigir preparação desde já, como o uso de QR Code na rotulagem, a substituição de corantes, as restrições ao bisfenol A (BPA) em materiais de contato e o fortalecimento do monitoramento pós-mercado”, afirma.

Além das questões relacionadas à Anvisa, o setor acompanha as discussões sobre padrões de identidade e qualidade, inspeção de alimentos e enquadramento regulatório de novas categorias.

“No âmbito do MAPA, seguem relevantes as atualizações de padrões de identidade e qualidade e a integração dos serviços de inspeção. Somam-se a isso a harmonização de normas no Mercosul e o enquadramento de categorias que ainda geram dúvidas, como os análogos de queijo e os novos produtos de base vegetal”, ressalta.

Essas discussões têm consequências para diferentes etapas da atividade industrial, desde a seleção de ingredientes e fornecedores até a elaboração dos rótulos e a comunicação comercial.

O organizador considera que o acompanhamento antecipado das propostas regulatórias pode ajudar as empresas a planejar adaptações e reduzir dificuldades na implementação de novas exigências.

“O que as empresas podem esperar é uma regulação cada vez mais baseada em risco, em transparência e em rastreabilidade. Quem antecipar essas mudanças vai transformar obrigação em vantagem competitiva. Quem esperar a publicação da norma para começar a se adequar provavelmente vai correr contra o prazo”, pontua.

Produtos proteicos, bebidas funcionais e tecnologia estão entre as tendências

Além das questões regulatórias, o SYNFOOD 2026 discutirá mudanças no desenvolvimento de alimentos e bebidas, especialmente em categorias relacionadas à nutrição, funcionalidade e saúde.

Na avaliação de Didier, três movimentos merecem atenção da indústria: a ampliação da oferta de produtos proteicos, a aproximação entre alimentação e saúde e o uso de tecnologias para melhorar a transparência das informações.

“Vejo três movimentos com grande impacto. O primeiro é a busca por proteína. O consumidor quer produtos mais proteicos em categorias que antes não tinham esse apelo, como snacks, panificação e bebidas, e isso traz desafios técnicos e regulatórios importantes, principalmente sobre alegações, composição e rotulagem”, explica.

A diversificação dos produtos com apelo proteico exige atenção à formulação e às informações apresentadas nas embalagens. O mesmo ocorre com bebidas funcionais e produtos associados a benefícios para a saúde, cujas alegações precisam respeitar os critérios estabelecidos pela legislação.

“O segundo é a aproximação entre alimento e saúde. Bebidas funcionais, redução de açúcar, versões com baixo ou nenhum teor alcoólico e conceitos como idade metabólica mostram um consumidor que enxerga a alimentação como parte do cuidado com o próprio corpo. Isso exige das empresas muito cuidado na comunicação, para não ultrapassar o que a legislação permite alegar”, completa.

Outro tema destacado pelo organizador é a incorporação de recursos digitais aos processos de rastreabilidade e rotulagem, com possíveis efeitos sobre a fiscalização e a relação entre fabricantes e consumidores.

“O terceiro é a tecnologia aplicada à transparência. Rastreabilidade, rotulagem digital e uso de dados vão mudar a relação entre marca, consumidor e fiscalização. Na prática, a inovação só vai chegar ao mercado com segurança se for pensada junto com a regulação desde o início do desenvolvimento”, ressalta.

Segunda edição busca aproximar ciência, indústria e regulação

A realização do SYNFOOD 2026 dá continuidade à proposta apresentada na primeira edição, que reuniu representantes do setor produtivo, pesquisadores e autoridades regulatórias para discutir as perspectivas da indústria.

O encontro de 2025 destacou a participação da indústria, do MAPA e da Anvisa nas discussões sobre regulação de alimentos.

Para a edição deste ano, a expectativa é que os debates contribuam para o planejamento das empresas, especialmente nas áreas de assuntos regulatórios, pesquisa e desenvolvimento, qualidade e comunicação.

“Espero que cada participante saia do SYNFOOD com clareza sobre as prioridades regulatórias de 2027 e com elementos concretos para revisar seu planejamento: portfólio, rotulagem, fornecedores, desenvolvimento de novos produtos e estratégia de comunicação. A ideia é que o conteúdo do evento se transforme em decisão dentro das empresas”, pontua.

Didier também destaca a importância de reunir profissionais com diferentes responsabilidades na cadeia de alimentos, permitindo que questões científicas, industriais e regulatórias sejam discutidas de maneira conjunta.

“Aproximar ciência, indústria e órgãos reguladores é essencial porque a boa regulação nasce do diálogo. A ciência traz a evidência, a indústria traz a realidade de produção e de mercado, e os órgãos reguladores trazem a visão de proteção da saúde pública. Quando esses atores conversam, as normas ficam mais aplicáveis, a inovação chega com mais segurança ao consumidor e o setor inteiro ganha previsibilidade. É exatamente esse encontro que o SYNFOOD se propõe a promover”, enfatiza.

Como participar do SYNFOOD 2026

O SYNFOOD 2026 acontece em 6 de novembro, das 9h às 17h20, na Vila Clementino, em São Paulo. O evento é presencial e voltado a profissionais da indústria de alimentos e bebidas, especialmente das áreas de assuntos regulatórios, P&D, qualidade, inovação e marketing.

O ingresso inclui coffee break, participação na Mesa de Tendências e no sorteio do Insight Bag, kit com aplicações inovadoras de produtos que estão chegando ao mercado. As inscrições estão disponíveis no site oficial do SYNFOOD 2026.

Os leitores do BHBFood podem utilizar o cupom BHB30, que oferece 30% de desconto na inscrição, enquanto houver vagas.

Perguntas frequentes sobre SYNFOOD 2026

Quando e onde será realizado o SYNFOOD 2026?

O evento acontecerá em 6 de novembro de 2026, das 9h às 17h20, na Vila Clementino, em São Paulo.

Qual é o tema do SYNFOOD 2026?

A segunda edição terá como tema “O que 2027 reserva para o mercado de alimentos?”, com foco nas perspectivas regulatórias e nas tendências para a indústria.

Quem participará do SYNFOOD 2026?

A programação prevê representantes da Anvisa, do MAPA, da ABIS, além de profissionais da indústria, pesquisadores e especialistas em regulação de alimentos.

Quais assuntos serão discutidos no evento?

Entre os temas estão rotulagem, segurança de alimentos, produtos proteicos, inovação em bebidas, tendências de consumo e mudanças regulatórias previstas para 2027.

Quem organiza o SYNFOOD 2026?

O evento é organizado pela Regoola, fundada por Dafné Didier, diretor de Assuntos Regulatórios.

Como obter desconto na inscrição do SYNFOOD 2026?

Os leitores da BHBFood podem utilizar o cupom BHB30 no momento da inscrição para obter 30% de desconto, enquanto houver vagas.

Imagem: Divulgação

Luiza Cazetta

Luiza Cazetta

About Author

Luiza Cazetta é jornalista e produz conteúdo digital desde 2018.

Deixe um comentário

Você pode gostar também

EVENTOS

Participe da 11ª edição do EVENTO BHB FOOD

Entre os dias 29/09, 30/09 e 01 de outubro das 10h às 12h acontecerá o 11° BHB FOOD – Semear!
EVENTOS

Alimentação consciente: A busca por simplicidade e funcionalidade

O que quer dizer alimentação consciente? Como isso impacta no nosso dia a dia? O Mindful Eating ou a alimentação