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Pão de Açúcar aposta no segmento de proteínas alternativas

Pão de Açúcar aposta no segmento de proteínas alternativas

Pão de Açúcar e a BRF aumentaram suas apostas no segmento de proteínas alternativas. O Pão de Açúcar, por meio de sua marca de gastronomia, Cheftime, fechou uma parceria com a The Vegetarian Butcher, linha de carnes à base de plantas vendida em 45 países. Já a BRF, foi única empresa brasileira a participar da segunda rodada de investimento da Aleph Farms, startup israelense e um dos principais players mundiais de carne cultivada, com investimento de US$ 2,5 milhões na operação.

Neste primeiro momento, o Pão de Açúcar disponibilizará lasanha ao molho bolonhesa e kibe assado . Além do prato pronto com kibe assado, arroz e abobrinha refogada. A previsão é incluir outros pratos ao menu nos próximos meses. As receitas foram desenvolvidas pela equipe da Cheftime e são vegetarianas.

“Buscamos trazer para nossos clientes a diversificação de opções para todos os tipos de paladares e estilos de vida. E a  parceria com a marca The Vegetarian Butcher abre novas possibilidades com produtos que são uma alternativa ao consumo da proteína animal, sem abrir mão do sabor que a comida de verdade deve ter”, afirma Daniella Mello, CEO e fundadora da Cheftime. O menu plant-based está disponível em 134 lojas do Pão de Açúcar em todo o Brasil.

A operação de venture capital realizada pela BRF, a primeira da companhia, vai ao encontro do seu plano de atender à crescente demanda dos consumidores por novas e alternativas fontes de proteína. “Compreendemos nosso papel nessa transformação da indústria alimentícia e, por isso, estamos investindo na Aleph Farms, uma empresa que compartilha conosco o propósito de levar alimentos de qualidade, elaborados com tecnologia disruptiva, para todas as pessoas. A inovação está no DNA da BRF e sabemos nos reinventar para trazer soluções para alimentar o futuro”, afirma Lorival Luz, CEO global da BRF.  

A carne cultivada é feita a partir de células de alta qualidade de animais, porém sem abate. As células são cultivadas fora do corpo do animal com o fornecimento de nutrientes e ambiente propício para o seu desenvolvimento.

Ainda em fase de testes, a novidade poderá chegar ao mercado brasileiro de diversas formas, como hamburguer, almôndegas, embutidos como salsicha, ou mesmo steaks. Diversos estudos, realizados com base na metodologia de Análise do Ciclo de Vida, apontam que a produção de carne cultivada tem potencial para reduzir significativamente a emissão de gases do evento estufa, além de diminuir o uso de terras para criação de animais em mais de 90% e o uso de água em até 50%. A carne cultivada será livre de quaisquer antibióticos, o que proporciona maior saudabilidade à proteína e menos riscos à saúde do consumidor. Também vale ressaltar que a carne cultivada provém de uma amostra celular animal 100% natural. 

 

Fonte: SA Varejo.

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