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Indústria de bebidas projeta crescimento de até 12% em 2026

A indústria de bebidas deve manter trajetória de crescimento em 2026, mesmo após um ano marcado por desafios operacionais e regulatórios. A projeção é de avanço de até 12% nos primeiros meses do ano, sustentada pelas vendas do verão e do Carnaval, segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais.

Mercado de bebidas sem álcool deve crescer 10% no Brasil

O desempenho positivo no fechamento de 2025, impulsionado pelas festas de fim de ano, reforça o otimismo do setor. Tradicionalmente, o último trimestre concentra uma parcela relevante do faturamento da indústria de bebidas em Minas Gerais, com efeitos diretos sobre toda a cadeia produtiva.

Festas de fim de ano puxam resultados

De acordo com Mario Marques, presidente do SindBebidas, o período de confraternizações tem impacto direto sobre bares e restaurantes, segmentos estratégicos para o setor. Em dezembro, a projeção é de crescimento de até 20% no faturamento, refletindo o aumento do consumo.

“A forte demanda dos consumidores mineiros, aliada às confraternizações e festividades, transforma o último trimestre em um dos mais importantes para os resultados e para o planejamento do ano seguinte”, afirma o dirigente.

Produção cresce até o Carnaval

Para atender à demanda concentrada até o Carnaval, a indústria de bebidas estima elevação significativa da produção. Em alguns casos, empresas projetam triplicar o volume de vendas em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo o SindBebidas, cervejarias artesanais e fabricantes regionais seguem investindo em inovação e ampliação de portfólio, o que pode resultar em aumento médio de 8% no faturamento em comparação com outras épocas do ano.

Investimentos em eficiência e novos produtos

O aquecimento do mercado também acelera investimentos em tecnologia e maquinário. A modernização dos processos produtivos busca maior eficiência no uso de insumos como água e energia, além de ganhos logísticos.

Paralelamente, o setor intensifica ações de marketing e parcerias comerciais, com foco em categorias em expansão, como cervejas sem álcool ou de menor teor calórico, acompanhando mudanças no comportamento do consumidor.

Cachaça e bebidas não alcoólicas ganham espaço

Entre as apostas para 2026, a cachaça mineira segue ampliando participação no mercado. Minas Gerais também se destaca na produção de bebidas mistas, além de destilados como gin, whisky e licores, e de bebidas não alcoólicas, incluindo refrigerantes, sucos e kombucha.

“Esses produtos, com forte identidade regional, tendem a registrar alta demanda interna e externa, impulsionada pelo turismo e pela exportação”, avalia Marques.

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Apelo por políticas de apoio à produção local

Apesar do cenário positivo, a indústria de bebidas reforça a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a produção local e garantam condições mais equilibradas de concorrência em nível nacional.

“O otimismo se mantém, mas há um apelo por maior apoio à produção local e à livre concorrência, para que os produtores mineiros possam disputar mercado em igualdade de condições”, conclui o presidente do SindBebidas.

Fonte: Diário do Comércio
Foto de Victoriano Izquierdo na Unsplash

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