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Indústria de alimentos cresce 8% e amplia empregos

A indústria de alimentos encerrou 2025 com crescimento de 8,02% no faturamento, criação de 51 mil empregos formais e investimentos de R$ 41,3 bilhões. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), mostram que o setor manteve a expansão mesmo diante da alta dos custos de produção, fortalecendo sua participação na economia brasileira e na geração de renda.

Além do avanço econômico, o levantamento aponta que a indústria conseguiu limitar o repasse da inflação ao consumidor, ampliar os investimentos em inovação e tecnologia e manter o mercado interno como principal motor do crescimento.

Indústria de alimentos lidera a geração de empregos

Em 2025, a indústria de alimentos respondeu por 44,6% de todas as vagas criadas pela indústria de transformação, com a abertura de 51 mil empregos formais. Ao todo, o setor passou a empregar diretamente 2,125 milhões de pessoas, alta de 2,4% em relação ao ano anterior.

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Considerando toda a cadeia produtiva — que inclui agricultura, embalagens, logística, transporte e fabricação de equipamentos — o segmento sustentou 10,6 milhões de postos de trabalho, o equivalente a 10,3% da população ocupada do país.

Outro indicador positivo foi o crescimento de 9,94% na massa salarial, resultado acima da inflação registrada no período. Segundo a ABIA, o desempenho reflete tanto a geração de empregos quanto o aumento da renda dos trabalhadores.

Faturamento supera R$ 1,3 trilhão

A indústria brasileira de alimentos e bebidas alcançou faturamento de R$ 1,388 trilhão em 2025, crescimento de 8,02% na comparação com o ano anterior. O setor representou 10,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O mercado interno foi o principal responsável pelo desempenho, movimentando R$ 1,02 trilhão. Desse total, R$ 732 bilhões vieram do varejo e R$ 287,9 bilhões do food service, segmento que voltou a ganhar participação com a retomada do consumo fora do lar. As vendas reais cresceram 2,2%, enquanto a produção física atingiu 288 milhões de toneladas, avanço de 1,9%.

Custos sobem, mas preços avançam menos que a inflação

Mesmo enfrentando aumento de 5,1% nos custos de produção, impulsionado pela alta das matérias-primas agrícolas, embalagens, energia e combustíveis, a indústria de alimentos conseguiu reduzir o impacto para o consumidor.

Enquanto o IPCA fechou 2025 em 4,26%, os preços dos alimentos avançaram 2,95%. De acordo com a ABIA, os investimentos em eficiência operacional e inovação permitiram absorver parte das pressões de custo, evitando repasses integrais ao mercado.

Investimentos priorizam inovação e modernização

As empresas do setor investiram R$ 41,3 bilhões em 2025, crescimento de 6,8% sobre o ano anterior. Desse montante, R$ 26,7 bilhões foram destinados à modernização das plantas industriais, adoção de novas tecnologias e projetos de inovação.

Segundo a ABIA, os investimentos fazem parte do compromisso anunciado para o período entre 2023 e 2026. Até o fim de 2025, aproximadamente 97% do plano previsto já havia sido executado.

Exportações seguem em alta

Mesmo diante das incertezas no comércio internacional, as exportações da indústria brasileira de alimentos e bebidas cresceram 0,7% em 2025, alcançando US$ 66,73 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 190 países e territórios.

A Ásia permaneceu como principal destino das vendas externas, com destaque para a China, que respondeu por 19% das exportações e registrou crescimento de 28,4%. Os Estados Unidos também ampliaram as compras, com alta de 9,2%, apesar das pressões tarifárias.

O setor encerrou o ano com superávit comercial de US$ 57,5 bilhões, equivalente a 84,2% de todo o saldo positivo da balança comercial brasileira.

Perspectivas para 2026

A expectativa da ABIA é que a indústria de alimentos mantenha o ritmo de crescimento em 2026. A projeção é de expansão entre 2% e 2,5% nas vendas reais, impulsionada pelo mercado interno e pela recuperação gradual das exportações.

Entre os desafios permanecem o aumento dos custos das embalagens e o cenário econômico internacional. Por outro lado, a manutenção da safra agrícola deve contribuir para garantir o abastecimento de matérias-primas e sustentar o crescimento do setor ao longo do ano.

Fonte: Portal da Indústria
Foto de Arno Senoner na Unsplash

Luiza Cazetta

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Luiza Cazetta é jornalista e produz conteúdo digital desde 2018.

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