Urucum ganha espaço como corante natural na indústria

O urucum, planta nativa da Amazônia, consolidou-se como a principal fonte de corante natural utilizada pela indústria de alimentos. A partir da bixina, pigmento extraído de suas sementes, o ingrediente é empregado na coloração de produtos como queijos, embutidos, balas, doces, sorvetes e bebidas. Além da ampla aplicação industrial, a cultura fortalece a cadeia agrícola brasileira, com São Paulo liderando a produção nacional.
Muito além do uso doméstico como colorau, o urucum vem ganhando importância estratégica em um cenário de crescente demanda por ingredientes de origem natural e rótulos mais limpos.
Urucum é a principal fonte de corante natural para alimentos
O colorau, tradicional tempero presente na culinária brasileira, é produzido a partir do urucum. Das sementes da planta é extraída a bixina, considerada o corante natural mais utilizado pela indústria de alimentos.
O pigmento confere coloração a uma ampla variedade de produtos, entre eles:
- queijos;
- salsichas e linguiças;
- balas e doces;
- sorvetes;
- bebidas.
Além do setor alimentício, a bixina também é empregada na fabricação de cosméticos, como batons e blushes, e em produtos industriais, incluindo vernizes.
São Paulo lidera a produção brasileira de urucum
Embora seja uma espécie nativa da Amazônia, o urucum adaptou-se às condições de cultivo no estado de São Paulo, que atualmente responde pela maior produção nacional. O Brasil, por sua vez, ocupa a liderança mundial na produção da cultura.
A principal região produtora paulista está localizada na Nova Alta Paulista, entre os municípios de Tupã e Panorama. São João do Pau D’Alho, Monte Castelo, Tupi Paulista e Irapuru concentram parte relevante da produção e movimentam a economia agrícola regional.
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Safra e mercado impulsionam a cultura
A principal safra do urucum ocorre entre junho e agosto. Nesse período, os produtores recebem entre R$ 12,50 e R$ 13,00 por quilo das sementes, segundo informações da Agência SP. Em variedades como o urucum-anão, ainda é possível realizar uma segunda colheita entre dezembro e março, dependendo da época de plantio e do manejo adotado.
Ingredientes naturais seguem em alta na indústria
O crescimento da demanda por ingredientes naturais tem ampliado o interesse da indústria por alternativas aos corantes sintéticos. Nesse contexto, o urucum se destaca por reunir origem vegetal, ampla disponibilidade e versatilidade de aplicação em diferentes categorias de alimentos e bebidas.
Mais do que um ingrediente tradicional da culinária brasileira, a planta tornou-se uma matéria-prima estratégica para fabricantes que buscam desenvolver produtos alinhados às tendências de naturalidade e transparência, mantendo desempenho tecnológico e apelo visual.
Fonte: Agência SP
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