Mercado de snacks abre espaço para torresmo e pururuca

O mercado de snacks amplia o espaço para produtos tradicionais da culinária brasileira, como torresmo e pururuca. Presentes há décadas em bares, festas e encontros familiares, esses alimentos conquistam novos espaços nas gôndolas e acompanham tendências como praticidade, snacks diferenciados e o interesse por alimentos ricos em proteína.
O movimento ocorre em um mercado de alimentos que segue em expansão. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), a indústria brasileira de alimentos industrializados faturou R$ 1,388 trilhão em 2025, crescimento de 8,02% em relação ao ano anterior.
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Nesse cenário, a Rudolph Snacks, instalada na região metropolitana de Curitiba (PR), produz torresmo e pururuca e também atua no modelo de co-packing para empresas do setor alimentício.
Torresmo e pururuca chegam a novos canais de venda
O torresmo e a pururuca fazem parte da cultura gastronômica brasileira e estão presentes em diferentes regiões do país. Agora, a categoria amplia sua presença entre diferentes perfis de consumidores e canais de venda.
Além da procura por sabor e praticidade, o interesse por alimentos ricos em proteína e por snacks diferenciados contribui para esse movimento.
Para Raphael Guedes Mattos, gerente Comercial da Rudolph Snacks, o desafio é ampliar o alcance dos produtos mantendo características já reconhecidas pelo consumidor.
“Nosso objetivo é preservar aquilo que torna o torresmo e a pururuca especiais para o consumidor: a crocância, o sabor e a experiência associada a esses produtos. A tecnologia tem papel importante nesse processo porque permite garantir padronização e qualidade, respeitando a essência de alimentos que fazem parte da cultura brasileira”, afirma.
Co-packing amplia opções para fabricantes
Além da fabricação de torresmo e pururuca, a Rudolph Snacks atua no modelo de co-packing para grandes marcas do setor alimentício.
A estrutura permite que empresas ampliem ou complementem seus portfólios sem a necessidade de investir em linhas produtivas específicas. O modelo também pode reduzir o tempo necessário para colocar novos produtos no mercado.
No Brasil, a fábrica da Rudolph é especializada em fritura e empacotamento de produtos prontos para consumo e conta com Selo de Inspeção Federal (SIF).
A empresa faz parte do Grupo Rudolph Foods Company, que atua há 70 anos na fabricação de torresmo e pururuca nos Estados Unidos.
Produção exige controle de qualidade e padronização
A produção em escala exige controle para manter características como textura, crocância, sabor e segurança dos alimentos entre os diferentes lotes.
Na unidade da Rudolph Snacks, o acompanhamento começa pela seleção da matéria-prima e segue pelas etapas de processamento e finalização do produto.
Entre os parâmetros monitorados estão qualidade da matéria-prima, condições de processamento, qualidade do óleo e segurança microbiológica.
“Controlamos parâmetros relacionados à qualidade da matéria-prima, condições de processamento, qualidade do óleo e segurança microbiológica. Esse acompanhamento permite garantir consistência e confiabilidade em cada lote produzido”, explica Renata Di Lena Paiva, supervisora de Qualidade da Rudolph Snacks.
Segundo a executiva, preservar as características dos produtos depende da combinação entre conhecimento técnico, seleção dos ingredientes e acompanhamento dos processos.
“Quando existe controle e atenção aos detalhes, é possível manter as características que fizeram desses produtos referências da culinária brasileira e, ao mesmo tempo, atender aos mais elevados padrões de qualidade e segurança alimentar”, afirma.
Mercado de snacks incorpora sabores tradicionais
A presença de torresmo e pururuca em novos canais também acompanha a valorização de alimentos ligados à identidade e à tradição gastronômica.
Para Mattos, essa característica aproxima a categoria de tendências atuais de consumo.
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“Existe um movimento crescente de valorização de produtos com identidade. O torresmo e a pururuca carregam essa conexão com a cultura brasileira e, ao mesmo tempo, se encaixam em tendências atuais de consumo. É uma combinação que fortalece o potencial de crescimento da categoria nos próximos anos”, afirma.
No mercado de snacks, a combinação entre sabores tradicionais, novos formatos de consumo e produção especializada amplia as possibilidades para a categoria. Para fabricantes, o co-packing aparece como uma alternativa para complementar portfólios e acelerar lançamentos sem investimentos em linhas produtivas específicas.
Fonte: Bra1
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