ADM nomeia presidente de oleaginosas na América do Sul

A ADM anunciou John Grossmann como presidente de serviços agrícolas e oleaginosas para a América do Sul, reforçando o papel do Brasil na integração da cadeia agrícola e no abastecimento de mercados internacionais.
Baseado em São Paulo, o executivo assume a liderança do negócio de grãos na região, com foco em conectar produtores a mercados internacionais, ampliar serviços e avançar em rastreabilidade.
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ADM reforça liderança em oleaginosas na América do Sul
Com mais de duas décadas de atuação na companhia, Grossmann construiu carreira em diferentes mercados agrícolas. Antes da nova posição, liderava as operações de esmagamento e grãos na América do Norte, uma das principais frentes de processamento da empresa.
O executivo também acumulou passagens pela região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e pela América do Sul, incluindo a presidência da operação no Paraguai. A formação em agronomia e o MBA pela Fundação Getulio Vargas complementam a experiência em integração de cadeias de suprimentos.
Estratégia da ADM no Brasil ganha peso
A nomeação ocorre em um momento de expansão das operações da ADM no Brasil. Em 2025, a companhia registrou 5,4 milhões de toneladas de soja processadas, volume recorde e 4% superior ao ano anterior.
Unidades como Rondonópolis (MT), Campo Grande (MS), Uberlândia (MG) e Ipameri (GO) atingiram seus maiores níveis históricos de produção, reforçando o avanço da operação industrial no país.
A empresa também ampliou sua estrutura com a expansão de plantas em Campo Grande (MS), Porto Franco (MA) e Uberlândia (MG), adicionando cerca de 400 mil toneladas métricas anuais de capacidade de esmagamento.
Rastreabilidade avança na cadeia de oleaginosas
A rastreabilidade também ganha peso na estratégia. A ADM afirma ter mapeado 100% dos fornecedores diretos e indiretos de soja em países-chave da América do Sul, incluindo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
A companhia ainda investe em melhorias logísticas, com avanços operacionais no Porto de Santos, buscando maior eficiência na conexão entre originação e exportação.
Segundo Grossmann, o Brasil reúne fatores estruturais como crescimento da produção agrícola, expansão da infraestrutura e avanço de setores como proteínas e biocombustíveis.
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Implicações para a indústria de alimentos e ingredientes
A movimentação da ADM reforça uma tendência relevante para a indústria: a integração entre originação agrícola, processamento e distribuição passa a ser decisiva para cadeias mais eficientes e rastreáveis.
Para empresas de alimentos, bebidas, ingredientes e nutrição, isso significa maior previsibilidade de suprimentos, acesso a matérias-primas com maior controle de origem e melhores condições para atender mercados com exigências crescentes em sustentabilidade e transparência.
A consolidação do Brasil como polo estratégico nesse sistema tende a ampliar o papel do país não apenas como produtor, mas como plataforma de valor agregado dentro da cadeia alimentar.
Imagem: Divulgação ADM




