Wickbold negocia venda da Tá Pronto! para a Pita Bread

A venda da Tá Pronto! entrou em negociação entre a Wickbold e o Grupo Farina, controlador da marca Pita Bread, como parte das exigências impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) após a aquisição da Wickbold pela Bimbo Brasil, concluída em setembro de 2025.
A operação ainda depende de aprovação do órgão antitruste e tem como objetivo reduzir riscos de concentração no mercado de panificação industrial.
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De acordo com documentos enviados ao Cade, o Grupo Farina argumenta que a aquisição permitirá explorar a marca Tá Pronto! de forma independente. A empresa já responde por grande parte da produção das tortilhas atualmente vinculadas à Wickbold, o que tende a facilitar a transição operacional caso a venda seja aprovada dentro do prazo regulatório.
Venda da Tá Pronto! faz parte de pacote de desinvestimentos
A venda da Tá Pronto! foi uma das condições estabelecidas pelo Cade para mitigar impactos concorrenciais decorrentes da entrada da Bimbo no controle da Wickbold. O órgão avaliou que a operação poderia ampliar excessivamente a participação da companhia no segmento de tortilhas e wraps, já que a Bimbo também detém a marca Rap10.
Além da saída da Tá Pronto!, o pacote regulatório prevê o desinvestimento da marca Nutrella, voltada a pães especiais. A medida busca estimular a rivalidade em categorias estratégicas do varejo alimentar, preservando alternativas para consumidores e canais de venda.
Impacto limitado no market share da Bimbo
A Bimbo não divulgou os valores envolvidos nas negociações, mas informou ao Cade que a alienação dos dois ativos deve reduzir em cerca de 4% o market share da operação combinada no Brasil. Segundo a companhia, o impacto não compromete a escala industrial nem a eficiência logística do grupo no país.
Com a consolidação da Wickbold, a Bimbo passou a deter participação próxima de 40% no mercado brasileiro de panificação industrial, à frente de concorrentes como Lua Nova/Panco. A estrutura integrada inclui uma rede ampliada de fábricas e centros de distribuição, desenhada para sustentar ganhos de volume e diluição de custos.
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Prazo regulatório vai até março de 2026
O Cade estabeleceu março de 2026 como prazo final para a conclusão dos desinvestimentos, embora as empresas envolvidas sinalizem a intenção de antecipar as negociações. Caso a venda da Tá Pronto! ao Grupo Farina seja concluída, a operação tende a fortalecer um player já especializado em segmentos adjacentes, preservando a concorrência em supermercados, atacarejos e outros canais do varejo alimentar.
Fonte: Super Varejo
Foto de Scott Graham na Unsplash




