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Bebidas vegetais avançam e ganham espaço no varejo

As bebidas vegetais seguem em trajetória de crescimento no Brasil, impulsionadas por inovação industrial, ganhos logísticos e maior presença no varejo.

Dados recentes do mercado indicam que a categoria caminha para atingir R$ 1 bilhão em vendas até 2029, segundo projeções da Euromonitor, consolidando-se como uma alternativa cada vez mais relevante ao leite tradicional.

O avanço reflete mudanças no comportamento do consumidor, que busca produtos alinhados a saúde, sustentabilidade e conveniência, além de uma resposta da indústria com soluções mais eficientes para distribuição e armazenamento.

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Logística e vida útil ampliam distribuição

Um dos vetores de crescimento das bebidas vegetais é a adoção de processos térmicos que permitem o armazenamento em temperatura ambiente antes da abertura. Esse tipo de tecnologia reduz custos logísticos, facilita a operação no varejo e amplia o alcance geográfico dos produtos, especialmente fora dos grandes centros.

As formulações à base de aveia, coco e amêndoas concentram boa parte da demanda, com embalagens que utilizam barreiras contra luz, ar e microrganismos para preservar sabor e qualidade nutricional ao longo da validade.

Bebidas vegetais: aveia lidera a expansão da categoria

Dentro do segmento, as bebidas vegetais de aveia se destacam como principal motor de crescimento. O produto tem registrado altas expressivas em volume, sustentadas pela percepção de sabor mais neutro, versatilidade de uso e boa aceitação em cafés, receitas culinárias e consumo direto.

Esse desempenho reforça a consolidação da aveia como ingrediente estratégico para a categoria plant-based, tanto no varejo quanto no foodservice.

Investimentos industriais acompanham demanda

Para sustentar o avanço da categoria, fabricantes vêm ampliando capacidade produtiva e modernizando plantas industriais. Um exemplo é a Vida Veg, que registrou crescimento de 93% nas vendas de bebidas vegetais após lançar versões sem refrigeração e investir na expansão de sua unidade fabril em Minas Gerais.

Movimentos como esse indicam que a indústria já opera com uma visão de médio e longo prazo para as bebidas vegetais, antecipando o aumento do consumo e a maior exigência do varejo por escala e regularidade de abastecimento.

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Categoria ganha maturidade

Com portfólio mais amplo, certificações e maior presença em gôndola, as bebidas vegetais entram em uma fase de maior maturidade no Brasil. O desafio agora passa por ampliar a base de consumidores, equilibrar preço e valor percebido e seguir avançando em inovação de ingredientes e processos.

Para a indústria de alimentos e bebidas, o crescimento da categoria representa uma tendência de consumo, além de uma oportunidade concreta de negócios em um mercado que segue em expansão.

Luiza Cazetta

Luiza Cazetta

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Luiza Cazetta é jornalista e produz conteúdo digital desde 2018.

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