Demanda por proteínas deve crescer 11% até 2029

A demanda por proteínas deve crescer 11% no mundo entre 2024 e 2029, segundo estudo da Euromonitor International. O aumento ocorre enquanto o nutriente deixa de estar concentrado em suplementos e produtos de nutrição esportiva e passa a integrar diferentes categorias de alimentos e bebidas.
O estudo A Era da Maximização de Proteínas e o Futuro da Demanda por Proteínas, publicado pela Euromonitor em julho de 2026, dimensiona esse consumo: produtos ricos em proteínas movimentaram mais de US$ 3 trilhões no varejo mundial em 2025, considerando alimentos, bebidas e suplementos.
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Além do crescimento projetado, a diversificação dos consumidores e das ocasiões de consumo abre novas possibilidades para o desenvolvimento de produtos. Snacks, pastas de amendoim e até energéticos estão entre as categorias que passaram a incorporar o atributo proteico.
Demanda por proteínas alcança novos consumidores
A Euromonitor identifica diferentes públicos que podem sustentar a demanda por proteínas nos próximos anos. Entre eles estão idosos, usuários de medicamentos GLP-1, praticantes de treinamento de resistência e famílias em mercados em desenvolvimento.
“As melhores oportunidades virão de consumidores com necessidades duradouras”, afirma Matthew Barry, gerente global de Insights para Alimentos Embalados da Euromonitor International.
No Brasil, a proteína também ocupa espaço relevante nas decisões de compra. A pesquisa O protagonismo da Proteína: Desafios e oportunidades no mercado brasileiro, realizada pela AtlasIntel entre março e abril de 2026, aponta que 49,6% dos consumidores concentram nos supermercados a maior parte das compras de produtos proteicos.
O ganho de massa muscular permanece como a principal motivação para o consumo, citado por 54,5% dos entrevistados.
Ao mesmo tempo, lançamentos recentes mostram que o atributo proteico começa a ser explorado em produtos destinados a diferentes momentos do dia, indo além de shakes, barras e suplementos.
Proteína chega a pastas de amendoim e snacks
Um dos exemplos é a DaColônia, que adicionou à linha AmendoPower uma versão Gourmet com whey protein. Disponível em embalagem de 450 g e quatro sabores, o produto é sem adição de açúcares.
A companhia também possui barras proteicas lançadas em 2025, formuladas sem adição de açúcares, adoçantes, aditivos, conservantes ou glúten.
Segundo Willian Freitas, diretor da DaColônia, o consumidor está mais atento aos rótulos e à composição nutricional dos produtos, cenário em que a proteína passou a ser associada a diferentes necessidades de consumo.
Nos snacks, o Grupo MDA Alimentos levou a proposta à linha Sense com o Sense +Protein, salgadinho à base de milho desenvolvido para adicionar maior teor proteico a uma categoria marcada pelo consumo por conveniência.
O lançamento mostra uma mudança importante para fabricantes: o teor de proteína passa a ser trabalhado como atributo também em categorias nas quais sabor, praticidade e experiência de consumo continuam sendo determinantes.
Energéticos também incorporam proteína
A diversificação alcança ainda o segmento de bebidas. A Baly Brasil desenvolveu o Baly PRO, energético em lata de 250 ml com 15 g de proteína de colágeno, sem glúten e sem açúcar.
A linha conta com as versões Morango & Pêssego, fonte de vitamina C, e Banana, fonte de fibras e desenvolvida em colaboração com a Bendita Banana, marca do Grupo Leiria.
Segundo Dayane Titon Cardoso, diretora Comercial e de Marketing da Baly Brasil, a procura por produtos high protein faz parte de uma transformação que envolve funcionalidade, bem-estar, conveniência e escolhas nutricionais.
“Não basta entregar menos açúcar ou mais proteína. É preciso unir praticidade, sabor, valor nutricional e uma boa experiência de consumo”, afirma.
Demanda por proteínas amplia possibilidades para a indústria
A presença do nutriente em produtos tão diferentes quanto pastas de amendoim, salgadinhos e energéticos evidencia a diversificação das aplicações de proteína na indústria de alimentos e bebidas.
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Para fabricantes e fornecedores de ingredientes, esse cenário amplia as possibilidades de desenvolvimento, mas também acrescenta desafios de formulação. Incorporar proteína a novas matrizes exige considerar não apenas a quantidade do nutriente, mas sua relação com sabor, textura, conveniência e demais características do produto.
Com a demanda por proteínas projetada para crescer 11% até 2029, a oportunidade deixa de estar restrita às categorias tradicionalmente proteicas. Os exemplos já presentes nas gôndolas mostram que o atributo começa a ser incorporado a produtos de diferentes perfis e ocasiões de consumo.
Fonte: Nutra Innovation
Foto de Alex Saks na Unsplash



