Cory Alimentos supera R$ 300 milhões em faturamento

A Cory Alimentos, fabricante da Bala Chita e da Icekiss, fechou o último ano com faturamento superior a R$ 300 milhões e projeta crescimento de até 25%. Depois de enfrentar uma falência que paralisou suas fábricas no início dos anos 2000, a empresa retomou espaço no mercado e hoje vende cerca de 3 mil toneladas de produtos por mês, com exportações para 45 países.
Atualmente, a fabricante mantém duas indústrias no Brasil, uma parceria industrial na China, 600 colaboradores e 15 marcas ativas. A produção de balas chega a 120 toneladas por dia, segundo Felipe Nascimento, diretor executivo da empresa e neto do fundador, Nelson Nascimento de Castro.
“Hoje nós rodamos com 600 colaboradores, são duas indústrias no Brasil e uma parceria na China. São 15 marcas ativas dentro do portfólio, 3 mil toneladas vendidas ao mês para todo o Brasil e 45 países atendidos em exportação”, afirmou Nascimento em entrevista ao programa Do Zero ao Topo, do InfoMoney.
Cory Alimentos retoma crescimento após falência
A estrutura atual contrasta com o período mais crítico da história da Cory Alimentos. No auge de suas atividades, a empresa chegou a ter cerca de 1,5 mil funcionários, mas entrou em crise depois que a família passou a direcionar recursos da indústria para tentar recuperar uma rede varejista em dificuldades.
Segundo Felipe Nascimento, a decisão acabou comprometendo o negócio que sustentava o grupo.
“Ele começa a tirar dinheiro, recurso de uma empresa saudável para tentar salvar uma empresa que tá doente. E não só ele não salvou a doente, como comprometeu a saudável, que era a Cory”, afirmou.
Consumo de álcool muda estratégia das indústrias
Em 2004, a Justiça decretou a falência da fabricante apenas 14 dias após o vencimento da primeira parcela da concordata. As duas fábricas foram lacradas e permaneceram sem produzir por quatro meses.
“Nós ficamos com duas indústrias paradas, lacradas, sem nenhum recurso para operar e literalmente uma faixa amarela proibindo que o meu avô entrasse na fábrica”, contou o executivo.
Paralisação tirou espaço das marcas nas prateleiras
O período sem produção afetou diretamente a presença comercial da Cory. Enquanto marcas tradicionais perdiam espaço nas gôndolas, concorrentes lançavam produtos semelhantes. Ao mesmo tempo, a fabricante não tinha recursos para retomar as atividades.
“Naquele momento, as grandes consultorias, os bancos, a gente aprendeu que valia mais morto do que vivo”, relembrou Nascimento.
A empresa conseguiu voltar a produzir e, nos anos seguintes, reconstruiu sua presença no varejo. Mais de duas décadas depois da falência, passou a operar novamente com duas fábricas no Brasil e ampliou as vendas para o exterior.
Cory Alimentos exporta para 45 países
Hoje, a Cory Alimentos exporta para 45 países e mantém uma parceria industrial na China. Somadas as vendas no Brasil e no exterior, são aproximadamente 3 mil toneladas de produtos comercializadas por mês.
A empresa também aposta em marcas tradicionais de seu portfólio para movimentar novos negócios. Uma das ações recentes envolveu a Icekiss e resultou na venda de duas toneladas do produto.
A iniciativa mostra como marcas já conhecidas do consumidor continuam ocupando espaço na estratégia comercial da fabricante, ao mesmo tempo que a Cory amplia sua atuação internacional.
Faturamento supera R$ 300 milhões
A recuperação também aparece nos números. Depois de fechar o último ano com faturamento superior a R$ 300 milhões, a Cory Alimentos projeta crescer até 25%.
O resultado ganha dimensão quando comparado ao cenário enfrentado em 2004, quando as duas fábricas foram lacradas, a produção ficou interrompida e produtos da empresa perderam espaço nas prateleiras.
Agora, com 15 marcas ativas, vendas mensais de 3 mil toneladas e presença em 45 países, a Cory entra em uma nova etapa de expansão após mais de duas décadas do período que levou a fabricante à falência.
Fonte: Infomoney
Imagem: Reprodução




